Aprendendo Esperar

Este blog foi criado para ser um veiculo de desabafo e registro sobre minha tragetória para alcançar meu sonho de SER MÃE.
"Katia"

" Minha Evolução Gestacional"

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sábado, 1 de agosto de 2009

Infertilidade x Imunidade



Infertilidade x Imunidade ??


Antes de tudo, precisamos esclarecer o que é e para
que serve nosso sistema imune. O sistema imune é o principal
mecanismo de defesa do nosso corpo contra agentes externos,
ou seja, que não fazem parte do organismo. Sendo assim,
existem células especializadas do sistema imune que
atacam agentes agressores, o que pode ocorrer tanto de forma
direta, ou pela produção de substâncias, como os anticorpos
e as citocinas, que são mediadores químicos fundamentais
na organização e no equilíbrio de todo o processo de
defesa.

Além de defender o corpo contra agentes externos infecciosos,
tais como vírus e bactérias, o sistema imune tem uma
importante função de vigilância em relação à presença
de células estranhas. Estas células “estranhas”, reconhecidas
como “não próprias” do nosso organismo podem ser tanto
células de órgãos transplantados (daí o risco de rejeição
e a necessidade de medicamentos imunossupressores em
pessoas que recebem algum tipo de transplante) como
células do nosso próprio corpo que sofrem modificações e podem
originar um câncer. É papel do sistema imune destruir
estas células logo no início e evitar que o câncer se
desenvolva. O processo costuma ser tão eficaz que nem
mesmo tomamos conhecimento de que isto acontece constantemente.
• O sistema imune e a gestação

Agora que entendemos as funções básicas do sistema imune,
precisamos parar um pouco para refletir sobre o que
acontece num momento muito especial da vida da mulher: a gestação.
Já sabemos que o sistema imune está sempre “de prontidão”
para atacar e destruir tudo o que não faz parte do nosso
organismo, ou seja, que tem características estranhas
a ele. Assim, é natural a pergunta: o que acontece quando
um novo ser, que tem metade de sua carga genética compatível
com o organismo do pai, começa a se desenvolver dentro
do útero materno? Por muito tempo, acreditou-se que o ambiente uterino
servia como uma barreira de proteção para que o sistema
imune não reconhecesse o feto como “estranho” e, assim,
não o destruísse. Hoje, já se sabe que não só este reconhecimento
ocorre como é necessário para um desenvolvimento saudável
da gestação.


ALOimunidade

Acredita-se que, para que uma gestação seja bem sucedida,
deve haver pouca compatibilidade genética entre a mãe
e o feto. Todos provavelmente já ouviram dizer que o
risco de malformações e de doenças genéticas é maior
quando existe parentesco entre o homem e a mulher. Isto
ocorre principalmente porque a consangüinidade aumenta
a chance de que um gene recessivo se expresse, caso
seja portado pelos dois membros do casal. Desta forma, a
diversidade
genética é o caminho encontrado pela natureza para que
a reprodução da espécie seja bem sucedida. Acredita-se
que o sistema imune materno possua mecanismos para reconhecimento
de um feto com carga genética diferente e, com isso,
consiga protegê-lo contra a destruição. Haveria, assim,
a produção dos chamados anticorpos bloqueadores que
protegeriam o embrião recém-implantado no útero. Este tipo de resposta
recebe o nome de aloimunidade. Quando não existe grande
variabilidade genética, por outro lado, entre o homem
e a mulher, mesmo que eles não sejam parentes, tais
anticorpos não são produzidos, deixando o embrião susceptível ao
ataque do sistema imune. Este seria o mecanismo para
evitar que fetos geneticamente semelhantes fossem gerados.
Entretanto, mesmo quando não existe parentesco entre
o casal, muitas vezes o sistema imune materno interpreta
o embrião como semelhante porque avalia apenas moléculas
(do sistema HLA) da membrana das células. Quando existe
um certo grau de semelhança entre o HLA materno e paterno,
tais anticorpos bloqueadores não serão produzidos. Isto
não significa que existe grande compatibilidade genética
entre o casal e que o risco de feto com malformação
é maior. Mas o embrião terá chances maiores de ser destruído
pelo sistema imune da mãe e o quadro clínico em tais
casos poderá ser o de abortamento de repetição. É para
tais casos que costumamos indicar um tratamento imunológico
baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos
presentes no sangue do pai, que são injetados no organismo
da mãe com o intuito de estimular, por uma via diferente,
a produção de anticorpos contra o HLA paterno, que poderão,
assim, ter o efeito protetor numa gravidez subseqüente.
Esta é a teoria que justifica o tratamento de imunização
com linfócitos paternos (ILP) para casos de abortamentos
de repetição de causa aloimune.
A avaliação da presença de tais anticorpos é feita com
um exame denominado Cross-Match (realizado por Citometria
de Fluxo Quantitativa), que pesquisa a existência de
anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe.
Os resultados dos exames de Cross-Match são usados para
indicar o tratamento e para monitorizar a resposta materna
à aplicação das vacinas (ILP).

Produção de citocinas

Como já foi explicado, citocinas são mediadores químicos
produzidos por células e que são fundamentais para um
funcionamento adequado do sistema imune. Existem dezenas
de tipos de citocinas diferentes, sendo que cada uma
pode desempenhar diferentes funções. Acredita-se que
para que uma gravidez seja bem sucedida, a resposta
imune predominante deve ser a de produção das chamadas citocinas
Th2 (que levam a uma resposta imune principalmente humoral,
ou seja, baseada na produção de anticorpos). O prognóstico
da gestação pode não ser favorável se o tipo predominante
de resposta for a Th1, que estimula mais a ação direta
das células (resposta celular) em relação à resposta
Th2. Assim, casos de infertilidade podem se dever a
um desbalanço do equilíbrio Th1/Th2. Neste aspecto, acredita-se
que as vacinas com linfócitos paternos, além do mecanismo
de aloimunidade já explicado, também possam funcionar
através do direcionamento do sistema imune materno para
uma resposta predominantemente Th2. Tal efeito também
pode ser obtido pela administração de imunoglobulina
endovenosa.


AUTOimunidade

Embora o sistema imune de uma pessoa seja “adestrado”
a reconhecer substancias estranhas a ele (ditas “não-próprias”),
este mecanismo pode não ser perfeito. Algumas vezes,
componentes próprios do organismo podem ser reconhecidos,
levando à produção de auto-anticorpos. Estes auto-anticorpos
podem levar a quadros de inflamação e de aumento da
formação de coágulos no sangue, o que também pode levar a quadros
clínicos de abortamentos de repetição e, possivelmente,
de falhas da implantação do embrião (esterilidade sem
causa aparente e falhas repetidas em ciclos de fertilização
in vitro, por exemplo). É importante que fique claro
que o fato de conseguirmos detectar os chamados auto-anticorpos
em exames como dosagem de fator anti-núcleo (FAN) e
anticorpos anti-fosfolípides não significa que a mulher é portadora
de alguma doença auto-imune, como lupus e esclerodermia,
entre outras. Pode haver apenas um leve desequilíbrio
do sistema imune, cuja única manifestação clínica seja
a dificuldade para engravidar e/ou manter a gestação
até o final. Tais casos costumam responder bem ao tratamento
indicado.




• O fato anti-núcleo (FAN)

Os anticorpos anti-nucleares costumam indicar distúrbios
auto-imunes. A doença auto-imune que mais se associa
a sua presença é o lupus eritematoso sistêmico. A presença
de um FAN positivo, importante frisar este ponto, não
indica obrigatoriamente que a pessoa tem ou desenvolverá
o lupus. Pode indicar apenas alguma atividade auto-imune
que não causa nenhum problema fora do período gestacional,
mas que pode levar a fenômenos inflamatórios deletérios
em uma placenta em formação. A pesquisa de tais anticorpos,
portanto, se faz obrigatória em casos de infertilidade.
Quando presentes, a terapia com a utilização de medicações
com ação anti-inflamatória (corticoesteróides) costuma
dar bons resultados.


• Células NK

A sigla NK vem do inglês “natural killer”. As células
NK são células de defesa do sistema imune que tem a
função de reconhecer células estranhas ao organismo, células
infectadas por vírus ou com algum tipo de alteração
que possa levar ao surgimento de um câncer (participam ativamente
do mecanismo de vigilância imunológica). Atuam prontamente,
destruindo diretamente a células alterada pela injeção
de substâncias que levam à destruição de sua membrana.
Existe uma grande quantidade de células NK no endométrio
e um equilíbrio adequado de sua função é fundamental
no processo de aceitação ou não de um embrião. Vários
estudos já mostraram que quando a quantidade de células
NK ativadas é aumentada, aumenta o risco de que elas
venham a atacar o embrião, levando a quadros de abortamento.
Nestas situações, o tratamento imunológico baseia-se
na utilização de imunoglobulina endovenosa e tem o objetivo
de regular a ativação e o número de células NK, evitando
a destruição do embrião.
Estudos recentes mostraram que o próprio embrião, ainda,
participa do processo de regulação da atividade NK,
por meio da expressão, na membrana de suas células, de uma
molécula denominada HLA-G, que tem ação inativadora
sobre
as células NK.


• Anticorpos anti-tiróide

Os anticorpos anti-tiróide, até onde se sabe, não têm
uma participação direta na evolução da gravidez. Servem
apenas como marcadores de algum distúrbio imunológico,
já que fazem parte do grupo de auto-anticorpos. Alguns
estudos já mostraram pior prognóstico da gestação quando
eles estavam presentes, mas o mecanismo por trás desta
observação permanece desconhecido. A detecção de anticorpos
anti-tiróide, ainda, torna obrigatória a investigação
da função da glândula tiróide, já que se sabe que um
mau funcionamento da mesma afeta todo o metabolismo
corpóreo, que, quando alterado, pode ter repercussões indesejadas
sobre a gravidez.


• Anticorpos anti-fosfolípides

Fosfolípides são componentes normais das membranas de
nossas células. Existem vários tipos de fosfolípides:
cardiolipina, fosfatidil-serina, fosfatidil-inositol,
ácido fosfatídico, fosfatidil-etanolamina, etc. Anticorpos
anti-fosfolípides, assim, fazem parte do grupo de auto-anticorpos.
Quando presentes em títulos altos, podem levar a lesões
do endotélio, que é o tecido epitelial de revestimento
dos vasos sanguineos, e, como conseqüência, levar a
formação de coágulos dentro dos mesmos (recebendo o nome de trombos).
É fácil entender que a presença de micro-trombos em
uma placenta em formação é altamente prejudicial, levando
a áreas de infartos e impedindo as trocas materno-fetais,
resultando freqüentemente em abortamento. Alguns tipos
de anticorpos anti-fosfolípides, como o anti-fosfatidil-serina,
podem levar ainda ao ataque direto do tecido embrionário
no início da gestação, também resultando em perda da
gravidez. Para tais casos, o tratamento adequado com
medicações anti-coagulantes, como a heparina de baixo
peso molecular, costuma ter ótimos resultados em termo
de sucesso da gravidez.


Trombofilias hereditárias

Algumas mutações genéticas podem levar a alterações
de componentes do sistema de coagulação que resultam em
maior chance de coagulação do sangue no interior dos
vasos sanguíneos: são as trombofilias hereditárias,
que devem ser pesquisadas em casos de abortamentos de repetição.
Como exemplos deste tipo de situação, temos as mutações
do gene da protrombina, do fator V de Leiden, de gene
da metileno-tetrahidrofolato redutase, etc. O tratamento
também é baseado na utilização de drogas anti-coagulantes.


Como podemos perceber, existem vários distúrbios imunológicos
que podem prejudicar o desenvolvimento adequado de uma
gestação. Sabemos hoje que muitos casos de infertilidade
anteriormente classificados como esterilidade (ou infertilidade)
sem causa aparente (ESCA) se devem, na verdade, a distúrbios
imunológicos para os quais existe tratamento. Não se
admite mais, atualmente, que seja dado um diagnóstico
de ESCA sem que seja realizada uma avaliação imunológica
detalhada. Distúrbios imunológicos podem responder não
apenas por quadros de abortamentos de repetição, mas
também de falhas repetidas de implantação dos embriões.
Ou seja, mulheres que nunca engravidaram também são
candidatas à investigação imunológica.

Dr. Ricardo de Oliveira









Exames recomendados para investigação imunológica
Para o casal:

1. Prova cruzada (crossmatch)

Para a paciente:

2. Cariótipo de sangue periférico com bandas.
3. Dosagem das células NK (CD –3,+16,+56)
4. Pesquisa de Anticorpos anticardiolipina
5. Pesquisa do fator anticoagulante lúpico
6. Fator antinúcleo
7. Anti-peroxidase tireoideana
8. Anti tireoglobulina
9. Pesquisa de Mycoplasma no colo uterino
10. Pesquisa de Streptococus Beta hemolítico no colo uterino e na secreção vaginal
11. Pesquisa de Chlamydia no colo uterino
12. Sorologia para HIV I e II
13. Sorologia para HTVL I e II
14. Pesquisa de HbsAg
15. Anti HCV
16. VDRL
17. Sorologia para toxoplasmose
18. Sorologia para Citomegalovírus
19. Prolactina sérica
20. Glicemia de jejum e pós-prandial
21. TSH
22. T4-livre
23. Tipagem sanguínea: ABO e Rh
24. Teste de Coombs indireto
25. Pesquisa da mutação do gene do fator V de Leiden
26. Pesquisa da mutação G20210A do gene da protrombina
27. Pesquisa da mutação C677T do gene da metileno tetrahidrofolato redutase
28. Dosagem de proteína C e S
29. Dosagem de Antitrombina III.

Para o companheiro:

1. Sorologia para HIV I e II
2. Sorologia para HTVL I e II
3. Sorologia para Chagas
4. Solorogia para Lues
5. Pesquisa para Hbs-Ag
6. Anti-HCV
7. Tipagem sanguínea: ABO e Rh
8. Cariótipo de sangue periférico com bandas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mais um negativo


Venho aki postar, mais uma tentativa negativa... mais uma pra minha triste coleção...Desta vez vamos partir para as investigações imunológicas, ñ tem jeito!!! é mto castigo... Pq? ou Para q? td isso meu Deus. Sem palavras... só dor e lágrimas.

Mesmo assim ñ vou desistir... nuncaaaaaaaa





sexta-feira, 17 de julho de 2009

Físiologia da Gravidez


Fisiologia da Gravidez


1. INTRODUÇÃO

A fecundação do óvulo ocorre geralmente, na primeira porção da trompa de Falópio. Um único espermatozóide atravessa sua membrana carregando consigo 23 cromossomos não pareados. Imediatamente, esses cromossomos isolados comb
inam-se com os outros 23 cromossomos , também não pareados que existem nesse óvulo, passando a formar um complemento normal de 46 cromossomos , dispostos em 23 pares . Isso dá início ao processo de multiplicação celular, cujo resultado final é o desenvolvimento de uma criança.
Durante as primeiras semanas após a implantação do ovo, sua nutrição vai depender da digestão trofoblástica e da fagocitose do endométrio. Contudo em torno da 12ª semana de gravidez, a placenta já se desenvolveu o suficiente para que possa, daí por diante suprir todos os nutrientes que forem necessários. A placenta é formada por um componente materno que é formado por grandes e múltiplas camadas chamadas de seios placentários por onde flui continuamente o sangue materno, e por um componente fetal que é representado , principalmente por uma grande massa de vilosidades placentárias que proeminam para o interior dos seios placentários e por cujo interior circula o sangue fetal. Os nutrientes difundem desde o sangue materno através da membrana da vilosidade placentária para o sangue fetal, passando por um meio da
veia umbilical para o feto. Por sua vez ,os excretas fetais como o gás carbônico, a uréia e outras substâncias ,difundem do sangue fetal para o sangue materno e são eliminados para o exterior pelas funções excretoras da mãe.
A placenta secreta quantidades extremamente elevadas de estrogênio e de progesterona , cerca de 30 vezes mais estrogênio do que é secretado pelo corpo lúteo e cerca de 10 vezes mais progesterona . Esses hormônios são muito importantes na promoção do desenvolvimento fetal. Durante as primeiras semanas de gravidez , um outro hormônio também secretado pela placenta ,a gonadotropina coriônica ,estimula o corpo lúteo, fazendo com que continue a secretar estrogênio e progesterona durante a primeira parte da gravidez .Esses hormônios do corpo lúteo são essenciais para a continuação da gravidez ,durante as primeiras 8 a
12 semanas, mas, após esse período a placenta secreta quantidades suficientes de estrogênio e progesterona para assegurar a manutenção da gravidez.
Ao término de aproximadamente nove meses de crescimento e de desenvolvimento, uma criança completamente formada é expulsa do útero pelo processo da parturição .Embora a causa precisa da parturição não seja conhecida, parece resultar, fora de qualquer dúvida, de fatores tais como (1) estimulação mecânica do útero pelo feto em crescimento e (2) alterações na intensidade de secreção dos hormônios placentários, em especial
,do estrogênio e da progesterona.


2.HORMÔNIOS DA GRAVIDEZ

Os hormônios desempenham um papel muito importante na gravidez .A maior parte desses hormônios é secretada pela própria placenta . Dois desses hormônios são o estrogênio e a progesterona ,os dois hormônios sexuais femininos que são secretados pelos ovários durante o ciclo menstrual feminino normal. Entretanto dois outros hormônios também importantes e, até mesmo necessários para a gravidez são a gonadotropina coriônica e a somatomamotropina coriônica humana. Esses hormônios atuam tanto sobre a mãe quanto sobre o
feto. Na mãe ajuda a controlar as alterações do útero e das mamas que são necessárias para assegurar a vida fetal até seu desenvolvimento e de promover a produção de leite. Também ajudam a regular o desenvolvimento do próprio feto, especialmente de seus órgãos sexuais.


3.SECREÇÃO DE ESTROGÊNIO E PROGESTERONA DURANTE A GRAVIDEZ

As quantidades de estrogênio e progesterona secretadas pelo corpo lúteo aumentado , são , em si mesmas, pequenas , quando comparadas às quantidades desses dois hormônios que serão secretadas pela própria placenta. A secreção placentária desses dois hormônios começa dentro de poucas semanas após o início da gravidez e aum
enta , de forma especialmente rápida, após a décima sexta semana de gravidez , atingindo o seu máximo pouco antes do nascimento do feto. A secreção de estrogênio aumenta cerca de 30 vezes , e a de progesterona cerca de 10 vezes, em relação às quantidades secretadas durante o ciclo menstrual normal.
Funções do estrogênio durante a gravidez: Na mãe
provoca rápida proliferação da musculatura uterina, aumento muito acentuado do crescimento do sistema vascular para o útero, dilatação dos órgãos sexuais externos e do orifício vaginal, o que provê uma via adequadamente maior para a passagem do feto, e provavelmente também certo grau de relaxamento dos ligamentos pélvicos que permitem a dilatação do canal pélvico com passagem do feto.
Além desses efeitos sobre os órgãos reprodutivos , o estrogênio também promove o crescimento rápido das mamas. Em especial os ductos ficam muito aumentados e as células glandulares aumentam de número. Finalmente o estrogênio promove a deposição , nas mamas de quantidade adicional de gordura, em torno de meio quilo.


4.FUNÇÕES DA PROGESTERONA DURANTE A GRAVIDEZ

A primeira função da progesterona durante a gravidez é a de tornar disponíveis para o uso fetal as quantidades adicionais de nutrientes que ficam a
rmazenadas no endométrio .Isso é realizado para fazer com que essas células do endométrio armazenem glicogênio , gorduras e aminoácidos. Além disso, a progesterona exerce potente efeito inibidor sobre a musculatura uterina, fazendo com que permaneça relaxada durante toda a gravidez.
A progesterona complementa os efeitos do estrogênio sobre as mamas. Faz com que os elementos glandulares fiquem ainda maiores e formem um epitélio secretor, e promove a deposição de nutrientes nas células glandulares , de modo que , quando a produção de leite for necessária , todos os elementos que devem participar dessa produção estejam disponíveis.


5.SECREÇÃO E FUNÇÃO DA GONADOTROPINA CORIÔNICA DURANTE A GRAVIDEZ

Se o corpo lúteo degenera ou é removido do ovário durante os 2 ou 3 primeiros meses de gravidez, a perda de estrogênio e progesterona que são secretados por este corpo lúteo faz com que o feto pare de se desenvolver e seja eliminado dentro de poucos dias. Por esta razão é necessário que o corpo lúteo permaneça ativo , pelo menos , durante o primeiro terço da gravidez. Além desse período , a remoção do corpo lúteo geralmente não mais afeta o curso da gravidez, devido a que, a esse tempo a placenta já está secretando tanto estrogênio e tanta progesterona quanto estaria o corpo lúteo.
A gonadotrofina coriônica começa a ser formada a partir do dia em que os trofoblastos implantam no endométrio uterino. Sua concentração é má
xima aproximadamente durante a oitava semana de gravidez. Dessa forma sua concentração é mais elevada exatamente no período em que é essencial impedir a involução do corpo lúteo. Nas partes média e tardia da gravidez, a secreção da gonadotropina coriônica cai até valores muito menores. A essa época da gravidez , sua única função conhecida e a de estimular a secreção de testosterona pelo testículo fetal e tem papel muito importante no desenvolvimento do feto masculino.


6.SECREÇÃO E FUNÇÕES DA SOMATOMAMOTROPINA CORIÔNICA HUMANA

Recentemente foi descoberto um hormônio a que foi dado o nome de somatomamotropina coriônica humana . É uma proteína pequena que começa a ser secretada a partira da quinta semana da gravidez, aumentando progressivamente durante todo o resto da gravidez.
Estudos experimentais com a somatomamotropina coriônica têm mostrado que, quando administrada em grandes quantidades, pode promover o desenvolvimento das mamas, razão usada para justificar o seu primeiro nome - lactogênio pla
centário. Entretanto no ser humano acredita-se que essa função seja extremamente fraca, o que explica a mudança de seu nome.
Um segundo efeito desse hormônio é o de promover o crescimento do feto, semelhante ao efeito do hormônio do crescimento, produzido pela hipófise anterior. Contudo esse efeito também é fraco
Finalmente os estudos mais recentes têm indicado que esse hormônio tenha suas mais importantes ações sobre o metabolismo da glicose e das gorduras da mãe , ao invés de sobre o feto. Esse hormônio diminui a utilização de glicose pela mãe, e, portanto, a torna mais disponível, e em maior quantidade, pelo feto. Ao mesmo tempo promove uma mobilização aumentada de ácidos graxos dos tecidos adiposos da mãe, de modo que possa usar essa gordura para sua própria energia, em lugar da glicose. Visto que a glicose
é o principal substrato usado pelo feto para energia , a importância desses efeitos hormonais é óbvia.
Dessa forma , parece ,atualmente que a somatomamotropina coriônica humana é de fundamental importância para assegurar uma nutrição adequada para o feto.


Feliz Aniversário, meu amor



Hoje é aniversário do meu amor e venho aki, fazer uma homenagem pra ele.... uma pessoa muito especial na minha vida, meu maridão, amigo, companheiro, irmão, pai e td mais...
Queria agradecer primeiro a Deus por ter colocado ele no meu caminho e tbém a ele por todo amor, for
ça e dedicação... tem sido uma pessoa essencial na minha vida. TE AMO

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fériasssssss



Graças a Deus minhas férias chegarammmmmm...rsrsrs
Seram 32 dias de descanso, só volto dia 3 de Agosto e se Deus quizer mais feliz que nunca..
Gente eu tava precisando descansar.... apesar que daqui a uns 15 dias já estarei com saudades dos meus pimpolhos, mas enqto isso o que quero curtir mais, é acordar a hora que me de vontade... (gente acordo 5hs todo dia, ninguém merece), ficar deitada sempre mais um pouquinhooo... oh deliciaaaa, e pra ajudar já no primeiro dia aqui em Sampa choveu o dia inteiro, resultado pijama dia todo QUE DELICIA.
bjim




quinta-feira, 4 de junho de 2009

Rotina Diária do ciclo de tratamento





O ciclo de fertilização in vitro e transferência de embriões começa, na verdade, no mês anterior ao tratamento. Geralmente, durante este mês a paciente é orientada para fazer uso de um anticoncepcional oral/vaginal. Você e seu parceiro também são usualmente medicados com um antibiótico. Pacientes submetidas ao protocolo longo de inibição, iniciam o uso do agonista do GnRH a partir do último dia de uso do anticoncepcional oral e normalmente ficam menstruadas em cerca de 5 a 7 dias. Pacientes submetidas ao protocolo curto de inibição acabam a cartela de anticoncepcional oral ou retiram o anel anticoncepcional vaginal e menstruam dentro de 3 a 5 dias.
Caso você NÃO FIQUE MENSTRUADA, entre em contato com o Centro Especializado em Reprodução Humana, pois serão necessários exames de sangue para dosagens hormonais. Caso tenha ficado menstruada, siga o cronograma descrito abaixo:

DIA 1
EVENTO: Início da menstruação
ORIENTAÇÃO: Comunicar o início do ciclo de FIVETE ao CEERH e agendar o exame de ultra-sonografia pélvica transvaginal de controle, realizado até o terceiro dia do ciclo (contado a partir do primeiro dia da menstruação).

DIA 3
EVENTO: Ultra-sonografia basal
ORIENTAÇÃO: Realizar a ultra-sonografia pélvica transvaginal de controle. Neste dia você receberá as orientações sobre a medicação que utilizará na estimulação a ovulação e, caso esteja fazendo uso do agonista do GnRH, a nova dose que será utilizada a partir deste dia. Neste dia é realizado um exame de sangue para avaliação hormonal.

Após a realização do exame de ultra-sonografia pélvica transvaginal de controle, a paciente iniciará a Fase de Estimulação. Nesta fase, são dadas instruções sobre a dosagem e forma de administração dos medicamentos que estimulam a ovulação (o protocolo de estimulação da ovulação é baseado em sua idade, história e antecedentes clínicos e nos resultados dos exames de investigação da infertilidade). O dia no qual a paciente começa a usar este(s) medicamento(s) é denominado DIA 3.

DIA 7 ou 8
EVENTO: Controle da ovulação
ORIENTAÇÃO: Realizar ultra-sonografia pélvica transvaginal para avaliar a resposta ovariana à medicação. Neste exame, o número de folículos presente em cada ovário será determinado.

DIA 9 ou 10
EVENTO: Controle da ovulação
ORIENTAÇÃO: Realizar ultra-sonografia pélvica transvaginal para avaliar o crescimento dos folículos. Caso os folículos já tenham atingido um diâmetro médio de cerca de 14-15 mm, você será orientada a iniciar o uso do antagonista do GnRH à noite. Neste dia também é realizado novo exame de sangue para avaliação hormonal.

DIA 10 ou 11
EVENTO: Desencadeamento da ovulação
ORIENTAÇÃO: Realizar ultra-sonografia pélvica transvaginal para avaliar se os folículos dominantes já atingiram um diâmetro médio que varia de 17 a 20 mm. Você será orientada a fazer uso do hCG em um horário pré-determinado rígido (não pode haver falha neste momento) que varia entre 20:00h e 23:00h, de acordo com o horário programado para a aspiração folicular. Caso esteja fazendo uso do agonista do GnRH (protocolo longo), este é o último dia de uso da medicação. Neste dia é realizado um novo exame de sangue para avaliação hormonal.

A duração da fase de estimulação ovariana é variável de acordo com a paciente. Pode, inclusive, ser diferente em uma mesma paciente que repete o ciclo de tratamento.
Lembrem-se de manter abstinência sexual a partir do dia 10 ou 11, ou seja, um dia antes do desencadeamento da ovulação com o hCG. Contudo, o casal não deve permanecer em abstinência por um período superior a CINCO dias, pois isto pode prejudicar a qualidade dos espermatozóides.

DIA 12 ou 13
EVENTO: Véspera da aspiração folicular
ORIENTAÇÃO: Neste dia você não deve usar medicamento injetável. A partir das 22:00h deste dia, deverá permanecer em jejum total (água inclusive), que se prolonga até o momento da aspiração folicular.

DIA 14
EVENTO: Aspiração folicular
ORIENTAÇÃO: O dia da aspiração folicular é denominado DIA 14, independente do dia do ciclo no qual você se encontra. O ideal é chegar ao CEERH cerca de 30 minutos antes do horário programado para a aspiração. A sedação e analgesia são realizadas pelo médico anestesista que acompanhará você durante todo o processo. A aspiração folicular leva entre 05 e 15 minutos e, uma hora após o procedimento, você estará liberada para voltar para casa. Após a aspiração, identificação e classificação dos óvulos, seu companheiro será orientado a realizar a coleta seminal ou, nos casos nos quais é necessária a recuperação cirúrgica dos espermatozóides, o procedimento é realizado a seguir pelo andrologista da equipe do CEERH. À noite, neste mesmo dia, você deverá iniciar o uso de novos medicamentos previamente determinados. Você voltará ao CEERH apenas no dia da transferência dos embriões.

DIA 15
EVENTO: Checagem da fertilização
ORIENTAÇÃO: Na manhã seguinte à aspiração folicular, um profissional de nossa equipe da Divisão de Medicina Reprodutiva entrará em contato com você para informar o resultado da fertilização. Sabemos que o grau de ansiedade dos casais é muito grande e não mediremos esforços para comunicar o resultado o mais cedo possível. Além do resultado da fertilização, você será informada sobre a data e o horário da transferência dos embriões que será realizada nos dias 17 (72 horas após a fertilização) ou 19 (120 horas após a fertilização).

A determinação do dia da transferência dos embriões é feita pela equipe de embriologistas do CEERH, de acordo com a evolução do desenvolvimento e qualidade dos embriões. Nos casos nos quais a biópsia embrionária é realizada para o diagnóstico genético, a transferência de embriões ocorre sempre 120 horas após a fertilização.

DIA 16 ou 17
EVENTO: Transferência de embriões
ORIENTAÇÃO: Neste dia você não precisa estar em jejum e deverá vir ao CEERH (acompanhada ou não do seu parceiro – a presença dele é facultativa) com a bexiga parcialmente repleta (esvaziar a bexiga antes de sair de casa e tomar de 2 a 3 copos de água) pois a transferência dos embriões é realizada sob visão ultra-sonográfica direta. O procedimento é indolor e não há necessidade de anestesia. Após a transferência, você deverá permanecer em repouso no CEERH por uma hora. Ao retornar para casa, continue em repouso.

No dia da transferência dos embriões venha acompanhada ou combine com alguém para vir buscá-la. Neste dia você deve permanecer em repouso e, portanto, não pode dirigir.

DIA 18 a 20
EVENTO: Pós-transferência
ORIENTAÇÃO: No dia seguinte à transferência de embriões você deverá continuar em repouso: saia da cama apenas para ir ao banheiro e fazer as refeições.

DIA 19 a 28
EVENTO: Fase lútea
ORIENTAÇÃO: Durante este período você poderá exercer suas atividades normais (trabalho, lazer, etc.) sem, contudo, realizar esforços físicos ou manter atividade sexual. Neste período, você estará fazendo uso diário dos medicamentos prescritos a partir do dia da aspiração folicular.

Não se esqueça que você deverá utilizar os medicamentos da fase lútea diariamente por um período de cerca de 15 dias, até a realização do teste de gravidez. Caso você tenha engravidado, você deverá continuar com estes medicamentos, seguindo as orientações médicas. Nunca suspenda o uso da medicação sem saber o resultado do teste de gravidez.

DIA 29
EVENTO: Teste de gravidez
ORIENTAÇÃO: Realizar os exames de sangue teste de gravidez (beta-hCG sérico quantitativo) e dosagens hormonais de estradiol e progesterona (monitorização da suplementação hormonal da fase lútea). Neste dia, você fará uso da medicação da fase lútea normalmente.

Procure ir ao laboratório para a coleta do sangue até às 07:30h, pois de acordo com a rotina destes laboratórios, o resultado do exame geralmente é fornecido até o final da tarde deste dia. Não se esqueça de ligar para o CEERH fornecendo o nome do laboratório e o protocolo (com login e senha) do seu exame para que possamos obter o resultado via internet (ou telefone). Procure manter-se ocupada durante o dia para diminuir o grau de ansiedade durante a espera. Assim que obtermos o resultado, entraremos em contato com você. Neste dia, o ideal é um resultado de beta-hCG sérico quantitativo positivo. Se o resultado for duvidoso ou negativo, a possibilidade de gravidez não está completamente afastada, mas é bastante reduzida.

DIA 45
EVENTO: Ultra-sonografia transvaginal obstétrica
ORIENTAÇÃO: Cerca de 15 dias após o resultado positivo do teste de gravidez, você deverá realizar o primeiro exame de ultra-som para a identificação do número de sacos gestacionais, bem como a sua localização, confirmando a normalidade da gestação. Neste dia, às vezes, já é possível identificar o feto e seu coração com batimentos presentes.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Iniciando as mudanças com Deus no controle




Sexta a Clínica me ligou e derrepente perguntou qdo eu menstruei, (não entendi nada) falei que dia 20/05 sem falar mais nada falou então tá bom, eu falei ops, vc não vai me falar nada... ela disse NÃO, hein vai me deixar curiosa SIM E TCHAU BJS.
Sabe que fiquei tranquilinha, não fiquei nervosa nem ansiosa nada, acho que os florais de bach, que estou tomando tbém pra anciedade esta me ajudando.
Hoje liguei lá pra saber o horário do grupo de estudos, pra poder programar meu fim de semana... e ela falou que tem coisas boas pra mim, marcamos p/ cedinho... sabe pq não estou nervosa, pq sei que Deus esta agindo em minha vida, iniciei esta semana uma série de mudanças e pedi a ele que tomasse a rédia e o controle da minha vida e me ajudasse, principalmente a mudar e crer na sua obra.