Aprendendo Esperar

Este blog foi criado para ser um veiculo de desabafo e registro sobre minha tragetória para alcançar meu sonho de SER MÃE.
"Katia"

" Minha Evolução Gestacional"

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Agora sobre IA (inseminação artificial)





AIH homóloga

Descreve a técnica de inseminação artificial.
Esta técnica de Reprodução Assistida muitas vezes é confundida com a Fertilização in Vitro (FIV) . Porém, é um procedimento muito mais simples do que a FIV. A inseminação artificial com sêmen do marido (homóloga) está indicada para casais cuja causa de esterilidade esteja relacionada a fatores que impeçam os espermatozóides de chegar até a cavidade uterina. Dentre estes encontramos casos de impotência, orifício uretral fora do lugar (epi ou hipospadia), ejaculação em direção à bexiga (retrógrada), sêmen com contagem baixa de espermatozóides (oligospermia), espermatozóides com baixa motilidade (atenospermia), homens que congelaram sêmen antes de realizar vasectomia, radioterapia ou quimioterapia, vaginismo, fator cervical, ou ainda esterilidade sem causa aparente (ESCA).
A intenção do procedimento é otimizar as condições de encontro dos espermatozóides com o óvulo, já que os melhores espermatozóides são selecionados e colocados dentro do útero, através de uma pequena cânula, sendo este um procedimento indolor. Além disso, a capacitação melhora a movimentação dos espermatozóides os quais serão inseminados no momento mais próximo à ovulação. Também será melhorada/potencializada por medicamentos específicos para indução da ovulação.

Procedimento e Técnicas
Antes de iniciar um tratamento de inseminação artificial há necessidade de realizar um exame chamado CAPACITAÇÂO ver descrição.. Este exame verificará se a quantidade e qualidade do sêmen é adequada para a realização de um inseminação. A seguir, considerando que a mulher não tenha nenhum problema, será induzida a ovulação da esposa com medicamentos a base de citrato de clomifeno (Serofene ou Clomid) e gonadotrofinas (Gonal-F, Menogon, Menopur, Merional, Puregon, etc).
A indução é controlada através de ultra-sonografias que mostrarão quando os folículos estariam próximos da ovulação. Neste dia utiliza-se uma dose de hCG (Ovidrel, Choragon, Choriomon) para realizar a inseminação nas próximas horas.
No dia marcado para a inseminação, o marido faz a coleta no laboratório, ou em casa e traz para o laboratório, para logo ser processado realizando sua capacitação. Este procedimento demora ao redor de duas horas.
Quando pronto o sêmen capacitado, a esposa será posicionada de maneira similar a um exame ginecológico. Será inserido um especulo vaginal até visualizar o colo uterino. Uma anti-sepsia com algodão e soro fisiológico será realizada para evitar carregar microorganismos para dentro da cavidade uterina. Uma seringa acoplada a um cateter de plástico (similar a agulha comprida) é carregada com o sêmen preparado do marido, a ponta deste cateter é introduzida pelo canal do colo uterino até atingir a cavidade. Neste momento o preparado de sêmen é injetado, após alguns segundos a cânula é retirada, retira-se o especulo e deixamos a senhora deitada por alguns minutos.
A sorte está lançada. O tempo entre o início da indução e a realização da inseminação é de aproximadamente 12 - 14 dias. Duas semanas mais tarde saberemos se o tratamento deu certo.
O teste de gravidez chama-se Beta-hCG. As chances de sucesso desta técnica dependem do motivo da indicação. Pode variar de 5% nos casos de qualidade espermática ruim até 18-20% em casos de fator cervical ou esterilidade sem causa aparente.

Pré-requisitos do casal:
Para a mulher: As trompas deverão estar permeáveis e funcionais. Estas características podem ser avaliadas por histerossalpingografia ou por laparoscopia. Porém, a funcionalidade só poderá ser confirmada se a paciente engravidar, não havendo testes para investigação desta característica.A cavidade uterina deverá ser livre de lesões como: pólipos, miomas, sinéquias e endometrite. (Imagens destas lesões podem ser vistas em histeroscopia). Quando houver endometriose, deverá ser tratada antes de realizar a inseminação. Existência de, pelo menos, um ovário que produza folículos e que, se possível, responda à estimulação medicamentosa (indução de ovulação).

Nenhum comentário: