Aprendendo Esperar

Este blog foi criado para ser um veiculo de desabafo e registro sobre minha tragetória para alcançar meu sonho de SER MÃE.
"Katia"

" Minha Evolução Gestacional"

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novooooo


Desejo a vocês...

365 dias de felicidade;
52 semanas de saúde e prosperidade;
12 meses de amor e carinho;
8.760 horas de paz e harmonia;
Que neste ano novo você tenha;
2010 motivos para sorrir... e viver.....
"SEREI MAMÃE DE 2010"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

OS 10 MANDAMENTOS DA MATERNIDADE



1 Renunciarás a uma casa limpa.
2 Possivelmente, nunca mais terás uma conversa sem ser interrompida.
3 Aprenderás a fazer compras às pressas.

4 Não cobiçarás a vida social da próxima.

5 Agora deverás realmente honrar tua mãe e teu pai.

6 Não mais terás todas as respostas.
7 Não mais precisarás de um relógio com alarme.

8 Deverás fazer cinco tentativas frustradas até conseguir sair de casa.

9 Perguntarás a ti mesma o que fazias com teu tempo.

10 Saberás que tudo isso vale a pena.E como vale, um filho é a coisa mais maravilhosa do mundo!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CAROL - Anjos que cruzam o caminho da gente...


CAROL E FAMILIA, QUE DEUS SABE QUEM SÃO... MUITO OBRIGADA

Acredito sim que temos um anjo que nos acompanha, guia e proteje, mas tbém tem aqles que cruzam o caminho da gente nos ajudam, nos dão conselhos em uma simples passagem ou um momento juntos talvez...

E assim acabei de ter um anjo que passou por um momento em minha vida, me contou sua história, e resolveu me ajudar... fiquei comovida, que história triste, mas nela tinha algo muito forte e eterno o AMOR, que nada e nem a dor vai apagar de suas vidas e apartir deste amor espera ajudar a vida e de graça sem nada receber... isso sim e coisa de anjo.

Estas pessoas estão me ajudando mto, denômino hoje elas de anjos, que passaram em minha vida, agradeço de coração esta familia que Deus sabe que são, que Deus as ajude, as conforte e retribua com amor e felicidades

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Santuário de N. Sra. Aparecida



Este fim de semana estive no santuário de N.Sra. Aparecida, foi mto gostoso... queria msm ir até lá antes de mais um tratamento, e aqlas pessoas passando pela gente com aqlas velas de metros, me deu derrepente uma vontade de compra uma... ai então fui até aqla casa que vende velas de td qto é tipo que tem em frente a igreja nova, para comprar uma vela do meu tamanho, foi qdo vi uma prateleira com velas em formato de orgão e membros, e qual foi minha surpresa ao achar um útero lá! Comprei e fui até a sala de pedidos de milagres, pedir por minha benção... pedi com toda minha força a intercessão de N. Senhora junto a Nosso Senhor o DOM DA MATERNIDADE.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tentando entender o que o tempo quer de mim



Oi Meninas....... Saudadesss

Mas ando meia pra baixo....nervosa, a ansiedade esta me consumindo e isso é mto ruim, voltei questionar pq passo por isso ou melhor pra que??? o que a vida quer me mostrar??? o que eu tenho que passar???.....não posso negar que mexeu com meu psicológico, ando nervosa, na verdade queria que as coisas andassem mais rápido, o tempo dos exames para as vacinas atrasam ainda mais, uma coisa que já demora bastante que é o intervalo de 15 dias entre as doses... e serão 3 doses....

Li um coisa linda no blog da Faby, (licença Faby) e copie pro meu é bem o que tô sentindo hoje.

Só Deus Sabe

Só Deus sabe quantas vezes eu chorei
Quantas vezes o travesseiro já molhei
Só Deus sabe, mais ninguém
Só Deus sabe quantas vezes procurei
Alguém para desabafar
Mas não encontrei e voltei
Só Deus sabe a minha história na real
Sabe o começo, sabe o meio
E é dele o meu final
Só Deus sabe mais ninguém
E só Ele pra entender meu coração
E me ajudar nas minhas aflições
Só Deus e mais ninguém
Porque Ele sabe estou aqui
Porque Ele sabe eu venci
Posso ter chorado, me desesperado
Mas não desisti
Porque Ele sabe não morri
E a minha vitória conquistei
Deus conhece bem a minha vida
E mais ninguém
Porque Ele sabe eu não temerei
As minhas fraquezas Deus entende bem
Ele me conhece, ele me justifica sim, eu sei
Deus me conhece bem
E mais ninguém
Ele sabe quando eu tenho medo
Sabe quando eu preciso chorar
Entende bem minhas fraquezas
Ele vem me ajudar
Ele sabe quando eu necessito
Ele sabe quando estou em perigo
Ele me conhece bem
E mais Ninguém
Porque Ele sabe...

de Cristina Mel




sábado, 17 de outubro de 2009

Vacina linfócitos Paternos



Depois de mtas mudanças... a resolução: Vacinas de linfócitos Paternos
Com meu cross mach negativo, tinhamops um primeiro planos mas que agora foi alterado, foi me sugerido 3 doses da vacina ILP, que será ministrada com intervalo de 15 dias cada uma, para assim iniciarmos o procedimento de indução, mas antes da indução já sera introduzido as heparinas, tudo isso contra a falha de implantação (que no meu caso rejeição do embrião).

É para tais casos que costumamos indicar um tratamento imunológico baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos presentes no sangue do pai. Esses linfócitos são injetados no organismo da mãe com o intuito de estimular, por uma via diferente, a produção de anticorpos contra o HLA paterno – que poderão, assim, ter o efeito protetor numa gravidez subseqüente. Esta é a teoria que justifica o tratamento de imunização com linfócitos paternos (ILP) para casos de abortamentos de repetição e falhas de FIV's de causa aloimune.

Outras técnicas, além da vacina, que beneficiam as mulheres que sofrem de aborto recorrente são a cirurgia no colo do útero após 14 semanas de gravidez (cerclagem), o uso de anticoagulantes, corticóides (doença auto-imune) e imunoglobulina venosa, além da correção dos fatores maternos, como diabetes, hipotireoidismo, reposição de progesterona, dentre outras. Existem trabalhos indicando que o uso de vitaminas antioxidantes C e E pode diminuir a chance de problemas genéticos no embrião.
Obs: no post abaixo tem muito mais informação.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Imunologia da Reprodução


Amiguinhas, estou pesquisando sobre a imunologia da reprodução e hoje vou postar uma entrevista com Dr. Ricardo Barini publicada na coluna Quero Ser Mãe da Folha Online com a jornalista Cláudia Colucci. Vale a pena conferir!



Entrevista com o Dr. Ricardo BariniDr. Ricardo Barini é coordenador do Serviço de Medicina Fetal, Disciplina de Obstetrícia, Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas. Ele também coordena o Ambulatório de Aborto Recorrente, Divisão de Reprodução Humana, Departamento de Tocoginecologia, CAISM /UNICAMP.
As perguntas foram enviadas pelas leitoras interessadas no tema abortos de repetição e problemas imunológicos:


topo1)Gostaria de saber do Dr. Barini quais as causas mais prováveis de os espermatozóides morrerem ainda na vagina (ou ficam imóveis)? O tratamento é mesmo a inseminação? Ou caberia uma avaliação imunológica mais minuciosa?
Os espermatozóides morrem na vagina porque ela tem uma alta acidez. Porém, é preciso saber se eles morrem na vagina ou se já chegam lá mortos por algum problema na maturação espermática. Um bom espermograma é capaz de identificar essa alteração. Pensamos em alterações imunológicas quando os espermatozóides morrem no muco cervical. A mulher nessa condição pode produzir um anticorpo que é secretado no muco e pode impedir a migração espermática. Essa é a melhor indicação para se fazer uma inseminação intrauterina, pois vence a barreira do muco e deposita os espermatozóides diretamente dentro do útero.
topo2)Tenho FAN (Fator de Pesquisa Antinuclear) positivo. Desejo saber se devo tomar alguma vacina. Fiz diversos exames de sangue e Raio-x e não acusou reumatismo.
Se você teve abortos anteriores deve receber uma dose baixa de corticóides antes e durante a gravidez. Esse anticorpo em baixos níveis não indica doença reumática, mas podem interferir com a implantação e com o desenvolvimento placentário. Eles podem ter uma reação cruzada com as células do embrião e aí é que atrapalham a evolução da gravidez. A indicação da vacina é feita com base no resultado do exame de crossmatch. Se você tem abortos ou falhas em ciclos de fertilização esta avaliação está indicada
.topo 3)Quando o caso de infertilidade é visto pelo médico como sem causa aparente, qual é o melhor tratamento que devemos fazer?
Não há conduta padronizada específica. Cada clínica ou médico opta por um caminho ou outro, dependendo de sua formação. Há uma tendência em se seguir uma sequência se tratamentos, como indução de ovulação e coito programado, indução de ovulação e inseminação intra-útero e, por último, a fertilização in vitro com transferência de embriões. Essa ordem pode ser alterada de acordo com as características clínicas do casal, a idade da mulher e especialmente pela experiência do médico atendente.
topo4)Que tipo de exame posso fazer para saber se eu não "estou matando" os espermatozóides do meu marido e por isso não estou conseguindo engravidar?
Há um teste chamado pós-coito que tenta avaliar se você possui anticorpos antiespermáticos no muco cervical. Outro exame se chama pesquisa de anticorpos antiespermáticos, que pode ser feito no sangue do casal ou no muco cervical da mulher. São exames com baixa sensibilidade e pouca confiabilidade na prática clínica. A maioria dos médicos evita sua inclusão na investigação, mas podem ajudar a orientar o tratamento mais adequado para o casal.
topo5) Tem um jeito de calcular com exatidão o dia fértil? Medir a temperatura todas as manhãs com um termômetro ajuda a verificar isso?
Sim, mas há métodos um pouco melhores que a medida da temperatura basal. Hoje em dia há kits de medida da elevação do hormônio LH que ajudam a "acertar" melhor a data da ovulação. Outro método muito usado é o seguimento do volume dos folículos ovarianos por ultra-som transvaginal e administrar uma droga que ajuda a maturar os folículos quando estes atingem o diâmetro médio de 18 a 20 mm . 36 horas depois é o melhor momento para a ovulação.
topo 6)Por que existe tanta controvérsia no meio médico em relação a este tratamento? Alguns profissionais desconhecem o tratamento, outros não acreditam em sua eficácia. Qual a razão disso? Existem pesquisas científicas atestando a validade do tratamento? Ou por enquanto os únicos dados existentes se baseiam na observação das pacientes?
A imunoterapia tem base científica bem estabelecida. Nas décadas de 70 e 80, pesquisadores do mundo inteiro estavam interessados na interação materno-fetal. Dentre eles, destacaram-se Beer & Bilingham, este último Nobel na medicina por seus serviços. Esses dois autores descreveram os mecanismos de adaptação imunológica na gravidez em animais de experimentação e em seguida em humanos. A partir de observações da resposta imunológica de melhor aceitação dos transplantes em pessoas previamente submetidas a transfusões de sangue, propôs-se estudar se este efeito também ocorria na gravidez. Em 1980 nasceu o primeiro menino cuja mãe foi tratada por essa técnica, hoje um estudante de medicina, proposto pelo Dr. Beer. Em 1984 foi publicado o primeiro estudo randomizado duplo-cego (um tipo de estudo em que nem o pesquisador nem a pessoa tratada têm conhecimento do tratamento ou não-tratamento que está recebendo) com o tratamento imunológico em mulheres com aborto recorrente, demonstrando sua eficácia. Nos anos que se seguiram, vários outros estudos repetiram essas observações, alguns com resultados semelhantes e outros com resultados inferiores. Houve muito receio ainda pela epidemia da Aids para o uso de transfusões de sangue, em especial de doadores não aparentados. Em 1999 um grupo de médicos americanos publicou um estudo duplo cego que não confirmou os achados publicados em 84. Por questões políticas, o grupo que publicou esse artigo, omitiu o nome do Dr. Beer como um dos investigadores desse trabalho, o que gerou protestos pela postura inadequada daquelas pessoas. O projeto não seguiu o desenho de estudo proposto inicialmente, as mulheres não foram reavaliadas se haviam desenvolvido a resposta positiva no crossmatch e obviamente os resultados foram insatisfatórios. Depois disso, uma revisão dos trabalhos publicados até 2003 mostra que há mais doze publicações de vários países diferentes, atestando a eficácia do tratamento. Hoje seria, eticamente, difícil de se propor um novo estudo randomizado duplo cego para a terapia imunológica uma vez que há um cem número de centros pelo mundo que realizam a imunoterapia como forma de tratamento reconhecido. A pergunta é qual a mulher (e médico) que se sujeitaria a participar de uma pesquisa em que ela seria aleatoriamente colocada em um grupo com ou sem tratamento, em que nem a paciente nem o pesquisador saberiam em que grupos estariam alocados, quando há uma grande quantidade de dados indicando que o tratamento é eficaz?Há controvérsia em quase todo tipo de tratamento médico. Alguns provocam mais ou menos alarde, dependendo de múltiplos fatores e interesses envolvidos. Toda nova modalidade terapêutica demora a ser incorporada na prática clínica e é preciso dar um tempo para que os profissionais incorporem a linguagem imunológica na sua atividade clínica. Foi assim com cirurgia, com a hormonioterapia e assim será sempre que algo novo surgir como novidade terapêutica.
topo 7)Por que pouquíssimos profissionais no Brasil realizam o tratamento com as vacinas?
Há mais de dez anos venho fazendo palestras e publicando artigos científicos sobre o assunto. Treino em média dois residentes por ano. Cada profissional depois escolhe seu caminho. Hoje somos pelo menos sete médicos no Brasil a fazer o tratamento com vacinas. O desconhecimento ou o receio de lidar com um assunto complexo pode ser um dos motivos que os afasta deste campo maravilhoso da ciência.
topo 8)Por que o senhor recomenda evitar a gravidez durante o tratamento se, em alguns países onde ele é realizado, as pacientes só tomam as imunizações depois de grávidas?Cada centro segue um protocolo. O nosso recomenda que a paciente tenha a resposta imunológica completamente estabelecida antes que a paciente engravide. Um grupo no Japão preconiza as imunizações apenas na gravidez, mas seus resultados não são tão satisfatórios como os nossos.
topo 9)Toda mulher que já engravidou deve ter o crossmatch positivo, quando seu sangue é testado com o sangue de seu esposo? Então todas as que têm resultado negativo devem fazer o tratamento?
Aquelas que têm resultado negativo e tiveram aborto ou falhas em ciclos de fertilização assistida, devem realizar o tratamento. Toda gravidez normal implica na produção de anticorpos anti-HLA do marido. Esses anticorpos são mais facilmente identificados por técnica de crossmatch por citometria de fluxo, especialmente quando se investigam casais normais. Como lidamos com casais com problemas, a técnica de crossmatch por microlinfocitotoxicidade é suficiente para diagnosticar a dificuldade de se estabelecer essa resposta e para controle do tratamento.
topo 10)E nos casos de mulheres que tiveram gestações anembrionadas, o crossmatch também deveria ser positivo caso ela não tivesse nenhum problema imunológico?
Sim, o fato de ser anembrionada não impede que a placenta apresente os antígenos para o sistema imune da mulher e que esse passe a produzir os anticorpos anti-HLA.
topo 11)No seu site, existe a informação de que o método é utilizado nos casos de falhas sucessivas de FIV. O fato de ter este problema dificulta a implantação dos embriões?Mulheres com falhas de implantação em programas de FIVETE têm uma reação imune com tendência a produzir uma resposta do tipo 'agressora' e não 'protetora' em relação à gravidez. O crossmatch de pacientes que não engravidaram em ciclos de fivete sempre é negativo (elas não foram expostas aos antígenos de seus maridos depois da implantação). O tratamento imune para essas mulheres tem como objetivo mudar o padrão de resposta de 'agressora' para 'protetora' (de Th1 para Th2). O mesmo efeito se consegue com uso de imunoglobulina humana intravenosa, porém a um custo dez vezes maior. Há estudos com drogas anti-TNF que também são muito mais caras, com muitos efeitos colaterais e cuja eficácia não demonstra ser melhor que o tratamento com a imunização com linfócitos. topo 12)Então, nas tentativas de gravidez natural, isso também pode acontecer? Ou seja, pode estar havendo a concepção, mas o ovo não consegue se implantar, como nos casos de FIV?
Claro. Estima-se que menos de 60% dos folículos fecundados naturalmente cheguem a ser implantados. Isso explica em parte as dificuldades encontradas pelo programas de fertilização in vitro.
topo 13)Como avaliar se a paciente está respondendo ao tratamento? Um novo crossmatch é a única maneira ou há 'sinais' que podem ser percebidos por ela?
Como a resposta imune é sutil não há como identificá-la a não ser pelo crossmatch. Estamos trabalhando em uma pesquisa com dosagens de interleucinas (ou linfocinas, substâncias produzidas pelos linfócitos que caracterizam o tipo de resposta imune, se th1=agressora, se th2=protetora). No futuro este tipo de exame poderá indicar se a paciente já está respondendo de maneira mais apropriada para nova gravidez.
topo 14)Qual a razão de, em alguns casos, serem necessárias doses de reforço?
A capacidade de responder a um estímulo imunológico depende de características individuais e da potência do estímulo em relação àquele indivíduo. As dificuldades imunológicas se estabelecem por maior semelhança imunológica entre os pares de casais. Quanto maior o índice de 'semelhança' do casal mais difícil será vencer a barreira imune e provocar uma resposta adequada. Assim a maioria dos casais responde com uma seqüência de duas doses, outros necessitam de maior número de estímulos.
topo 15)Nestas doses de reforço, qual a diferença entre usar sangue de um doador ou intensificar as aplicações com sangue do marido?
O doador deve ser indicado quando se conclui que o estímulo com o marido não é suficiente para promover a resposta imune de interesse. O doador, por ser imunologicamente diferente, promove um estímulo mais intenso sobre o sistema imune da mulher e permite que ela passe a reconhecer os antígenos do marido.
topo16) Por que é recomendada uma nova dose a cada três meses, se a mulher não engravidar? Este período de tempo não poderia ser maior?
Não há um dado específico que determine a cada quanto tempo se deve fazer um reforço. Este protocolo visa garantir que a mulher esteja com uma produção intensa de anticorpos enquanto tenta engravidar.
topo 17)ando a mulher resolve ter o segundo filho, é necessário repetir o tratamento?
O tratamento é repetido em 50% apenas durante a segunda gravidez, porque a capacidade imune estará presente para sempre.
topo 18)Ao realizar o exame Crossmatch, existe alguma chance de dar um resultado positivo para mulheres que nunca engravidaram?
Todos os médicos que consultei disseram que, como nunca engravidei, o resultado fatalmente será um negativo sem que isso necessariamente signifique que haja um problema imunológico.
É verdade que se você ainda não engravidou seu crossmatch será negativo (exceto se você tiver recebido transfusões de sangue por outras razões). Este exame funciona como um marcador da resposta imune ao tratamento que tem como objetivo promover uma mudança na resposta imune de TH1 (agressora) para TH2 (protetora).
topo 19)Qual a garantia que as vacinas com as células de outra pessoa, não poderão trazer conseqüências graves para quem as toma? Esse doador não pode vir a ter um tipo de problema genético no futuro, não identificado nos exames feitos pelo Sr.? E se a pessoa que tomou as vacinas precisar de um transplante de rim no futuro? Ela já não teve suas células alteradas pelas vacinas? (Isso foi uma afirmação feita pelo Dr. Serafine na época que ele me encaminhou para o Dr. Barini e eu o questionei quanto aos riscos do tratamento).
O material utilizado na produção das vacinas com leucócitos é feito apenas de células do sistema de defesa (neutrófilos e linfócitos). Essas células são destruídas e removidas do organismo receptor depois de um curto espaço de tempo (menos de seis semanas). Não há porque ter qualquer conseqüência futura que não o estímulo imunológico, em especial alterações do ponto de vista genético. Não se trata de transferência de material que iria modificar geneticamente o indivíduo receptor. Do ponto de vista imune as modificações que se induz são exatamente as mesmas que ocorrem em uma gravidez normal, em que a mulher é exposta aos antígenos de origem paterna através da placenta. Durante muitos anos as multíparas (mulher com mais que um filho) foram doadoras de soro para classificação do tipo de HLA em bancos de doação de órgãos. As mulheres forneciam soro com anticorpos que elas produziam a partir do contato com antígenos paternos na gravidez para que os bancos de órgãos pudessem identificar os potenciais doadores e receptores de órgãos. A limitação que pode ocorrer para futuros transplantes, em que a mulher imunizada seria receptora de órgão, é que ela não poderia receber de um doador para quem ela tivesse o crossmatch positivo (seu marido por exemplo), da mesma maneira que isso aconteceria depois de uma gravidez normal. O que o tratamento faz é exatamente o que a natureza faria. Há que se ter atenção com a sensibilização para o fator Rh. Sempre que a mulher tiver tipo sanguíneo Rh negativo e o marido (ou o doador) for Rh positivo ela deve receber uma vacina anti-RH (Rhogam ®, Mathergan ® ou Partogama ®) em cada imunização com leucócitos do parceiro ou de doador Rh positivo. Vale lembrar que o tratamento não modifica nossas células de forma nenhuma, apenas induz uma mudança na resposta imune específica para a gravidez.
topoPor que o Dr. Beer não conseguiu aprovação deste tratamento do FDA?
Na história do tratamento imunológico, Dr. Beer sempre teve um papel fundamental, por ter sido seu idealizapartir de 2000, quando o FDA deixou de enquadrar o tratamento como um procedimento transfusional e passou a ser considerado como transplante de órgãos. Com essa nova política foi solicitado um novo estudo duplo cego randomizado para se confirmar o tratamento, o que se considera uma fase três de uma nova técnica terapêutica. Esse estudo estava em andamento quando não houve consenso entre os centros participantes quanto à metodologia proposta para se avaliar a eficácia do método. Havia discussões de como se avaliar a resposta imunológica, quais e onde seriam realizados os exames de controle e qual a técnica utilizada como estimulação. Dr. beer tinha outras propostas e decidiu se instalar na Inglaterra, país tão respeitado e rigoroso cientificamente quanto os Estados Unidos e lá desenvolve seu tratamento com o mesmo sucesso de antes. Pena para os casais americanos que agora precisam se deslocar para Londres para receber o mesmo tratamento antes disponível em inúmeras cidades americanas.dor e até hoje o homem com mais experiência no mundo nesse tratamento. Desde sua instituição na década de 80, o FDA acompanhou o desenrolar da imunoterapia, que inclusive recebia suporte de algumas seguradoras americanas. Houve uma mudança na política de controle do tratamento a
topo20)Por que somente o crossmatch detecta essa incompatibilidade entre os parceiros? Não poderia ter um outro exame que desse essa resposta e que já fosse aprovado pelo FDA?
O que não está aprovado pelo FDA é a técnica de tratamento e não o exame de crossmatch.
topo21) Por que a grande maioria dos casais, ou a maioria, dá negativo? E há casais que sem tomar as vacinas têm seus filhos normalmente e por outro lado, casais que mesmo após ter positivado e ter recebido o aval de estar pronto para engravidar, acaba abortando do mesmo jeito?
15% dos casais que vemos com aborto recorrente têm o crossmatch positivo e, portanto não se enquadram no problema imunológico. Esse dado foi publicado em maio de 1998 na revista brasileira de ginecologia e obstetrícia. Os casais que tomam a vacina e abortam mesmo assim são portadores de algum outro fator associado que leva à interrupção da gravidez. Entre 15 a 20% das gestações se perdem ao acaso por problemas genéticos ou de desenvolvimento embrionário. Sempre solicito o exame de cariótipo fetal nos casos de aborto para comprovar essa possibilidade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DEUS ESTA COMIGO


Hoje venho aqui agradecer muiiiiiiito a Deus, por uma boa noticia que recebi hoje....Já consegui algumas injeções de heparina; o SENHOR com certeza esta comigo, tenho pedindo mta miserícordia de Deus... e hj me senti amparada e com mta força p/ continuar nesse caminho, com mta fé e tomando posse de todas as benças....
MTO OBRIGADA MEU DEUS


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Fotos ilustrativas do colo do útero e fase de ovulção





Fotos ilustrativas da fase de ovulação!!! muito interessante... http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&u=http://www.beautifulcervix.com/photos-of-cervix/


Para que eu possa controlar o meu periodo fértil e não fértil:

1) Com as mãos bem lavadas, coloque uma luva descartável (de preferência transparente, pra vc poder observar o muco cervical ao mesmo tempo). É aconselhável usar a luva para evitar infecções, pequenos cortes (por causa das unhas), e por razões higiênicas.
2) A melhor posição para observar a posição cervical, é meio agaixada/meio sentada.

3) Coloque o dedo indicador dentro da vagina, inserindo o mais alto que puder, até alcançar o colo do útero.

4) Observe a posição em que o colo está, a textura, e tb a abertura.
- Posição:
- Baixo: vc não vai precisar inserir muito o dedo na vagina, logo vai encontrar o colo. Na posição baixa, vc vai conseguir sentir tb um pouco dos lados do colo. -
Médio: posição intermediária entre colo baixo e alto.
- Alto: nesta posição, o colo é mais difícil de tocar, pois está no topo da vagina. Muitas vezes só se consegue tocar a pontinha. outras vezes o colo está tão alto que nem se consegue tocá-lo.
- Textura:
- Firme: ao tocar o colo do útero, a sensação é de estar tocando a ponta do nariz.
- Médio: textura intermediária entre firme e macio/esponjoso.
- Macio ou esponjoso: ao tocar o colo, a sensação é de estar tocando o lábio.
- Abertura:
- Fechado: A sensação é de tocar a parede lisa do colo do útero.
- Médio: Abertura intermediária entre aberto e fechado.
- Aberto: A sensação é de estar tocando uma covinha, muitas veze bem pequena.

5) Retire o dedo da vagina, retire e descarte a luva.
Como interpretar estas informações:
Durante a menstruação, o colo normalmente está baixo e firme, e um pouco aberto, para o fluxo passar. A sensação é mesmo de estar tocando a ponta do nariz. Não é necessário observar a posição do colo durante a menstruação, até porque o objetivo é identificar a ovulação. Após a menstruação, o colo se mantém baixo e firme, e a abertura do útero se mantém fechada.
Quando a ovulação está se aproximando, o colo vai ficando mais alto, perto do topo da vagina, e vai ficando cada vez mais macio, como a sensação de tocar o lábio. Isto significa que vc está entrando no período fértil. A posição mais fértil é quando o colo está alto, macio e aberto (para os espermatozóides poderem passar). Mas não se preocupe se a posição variar um pouco no período fértil, às veze a ovulação se atrasa por alguma razão e o colo sobe e desce um pouco antes de atingir a posição ideal. Vc pode tb observar o colo alto, macio e aberto durante vários dias. Lembre-se que vc tem que analisar o conjunto dos sinais de fertilidade.
Após a ovulação, o colo desce, ficando mais baixo, firme e fechado. Lembre-se que a abertura das mulheres que já deram a luz é sempre maior. Então, pode ser que vc não sinta que a abertura esteja tão fechada. Esta mudança após a ovulação pode acontecer imediatamente, ou depois de algumas horas, ou mesmo de alguns dias. Cada mulher é diferente.
Quando a gravidez acontece, o colo às vezes sobe, ficando alto, macio e fechado. Mas isto pode acontecer em épocas diferentes em mulheres diferentes. Observar a posição do colo pra identificar a gravidez não é uma coisa muito certa ou confiável. Apenas o teste de gravidez positivo ou o ultrasom podem confirmar a gravidez.

UM TÓPICO QUE ACHO SUPER INTERESSANTE PARA OBSERVAR JUNTO COM O EXAME DE TOQUE


Meninas, quando eu coloquei este tópico eu não sabia o perigo que é fazer este tipo de toque, portanto vai da responsabilidade de cada uma... eu hj toco em meu cólo, mas é estrememente perigoso acontecer um aborto se for tocado de maneira incorrreta... se forem tocar toquem de maneira suave... se tiver unhas compridas nem pensar! Bjus a todas e boa sorte!
FONTE: E-FAMILY

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Obaaaaaa mais selinho, hehehe




Esse ganhei da Micsouza querida...
Regrinhas:
1 - exibir o selo em local de destaque;
2 - postar o link do blog que a indicou;
3 - indicar 5 blogs de sua preferência;
4 - publicar a regras;
5 - conferir o cumprimento das regras.
Vou mandar o selinho para:
Adriana de Paula;
Emitie;
Miranda;
Tati;
bjks

terça-feira, 1 de setembro de 2009


Então..............


Fui a clínica levar o restante dos exames, fui atendida pelo Dr. Fabio Ikeda, um amor , mto atencioso, e por causa da alteração da fosfatidilserina confirmado o uso de heparina para o proxímo procedimento...para já as vacina ILP coisa que eu já estou providenciando, por isso só volto por lá em outubro.

Como ando me sentindo mto cansada e quero melhorar meus óvulos, pedi uma vitamina pra ele, que me passou vitergan plus e vamos que vamos um passo de cada vez.

bjks amigas e obrigada pela força






sábado, 29 de agosto de 2009

Agradecimento a Micsouza

Micsouza postagem dedicada a você...

Queria aqui no meu bloquinho, agradecer pelo gesto lindo de uma pessoa que msm sem me conhecer foi de uma simpatia e generosidade sem tamanho....Depois a receber seu DUPLO POSITIVO me doou uma certa medicação que sobrou de seu tratamento e olha que eles viram com energias positivas de seus anjinhos...hehehe...bjs



Mais um selinho pra minha coleção



















Esse ganhei da
Fabyflor, muito obrigada, amei!
As Regrinhas são:
1º Passar para 5 blogueiras 2º Responder as seguintes perguntas:
  • Um Amor? minha família (incluindo o marido)
  • Uma cor? Branco
  • Um Sonho? Ser mãe

  • Desejo? Ser feliz em familia (mamãe, papai e filhinho)
  • Uma Música? Emotion (destiny's Child); Canção da América

  • Um(a) Amigo(a)? Eternamente Adriana de Paula

  • Uma Frase. "O Senhor é meu Pastor e nada me faltará"

3º Avisar as ganhadoras do selinho.

Faby amei o selinho obrigada por lembrar de mim,

4º Postar o selinho Uma Boa Semana Para todos!!!!!!


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Alteração no Fosfatidilserina Igm


Pois é meninas...
De toda aqla lista de exames que realizei o fosfatisilseria Igm deu alteração pouco mais deu... ñ sei dizer se fiquei mais preocupada ou mais aliviada, preocupada poor ter dado alteração e aliviada por poder ser este o motivo de minhas falhas de implantação, qto aos outros tdos dentro do padrão de referência e normalidade.
Pesquisei mto na internet e em relatos de meninas que tem fatores imunologicos no e-family, fiz perguntas p/ esclarecer minhas duvidas e ñ tem jeito, o tratamento é heparina - na clínica do Dr. Joji usa-se 10 dias antes do procedimento e sua continuidade depende do positivo, algumas meninas conseguiram a medicação delo governo por ser medicação de alto custo e mais uma vez estou firme pedindo a Deus mais e mais força, pois preciso trabalhar mto pra conseguir arcar com os custo que aumentou mto mais, pelo meu sonho td valerá sempre a pena....

POR MAIS QUE EU AS VEZES FRAQUEJE E QUESTIONE, SEI QUE ESTE CAMINHO ESCOLHIDO POR DEUS PARA MIM PODE PARECER DURO E LONGO, MAS NO FIM DELE TEM ALGO LINDO E GRANDIOSO A MINHA ESPERA. NO ENTANTO SENHOR DAI-ME SABEDORIA, FÉ E FORÇA.


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Prisão do Papa da Reprodução Humana do Brasil




Médico Roger Abdelmassih é preso em São Paulo 17 de agosto de 2009 •


O juiz Bruno Paes Stranforini, da 16ª Vara Criminal da capital decretou nesta segunda-feira a prisão preventiva do médico especialista em reprod
ução assistida Roger Abdelmassih, acusado de abusar de pacientes. Segundo a Folha de S. Paulo, a prisão já foi cumprida.

O Tribunal de Justiça de São Paulo não informa detalhes da prisão e para onde o médico foi levado, já que o processo corre em sigilo. A denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo contra o médico foi recebida, tendo sido instaurado processo criminal.

E hoje 19/08/2009 o primeiro pedido de responder o proc
esso em liberdade foi negados pelos juizes da Capital.



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Exames imunológicos e genéticos




Hoje fui fazer alguns exames da lista do médico pelo convênio.. realmente teve alguns que ñ são cobertos, terei que fazer particular... foram tantos tubos de sangue que o pessoal do laborátorio brincou falando que eram exames ou doação de sangue....kkkk
Bom conforme os resultados começarem a sair, vou levando pro médico e seja feito o que Deus quizer...

s exames são:
- Anti Cardiolipina IGA, IGG e IGM
- Fosfatidilserina IGA, IGG, IGM
- FAN
- Natural Killer CD3- / CD16+ / CD56+
- Cross Match
- Fator II Protombina - Mutação
- Fator V Leiden Mutação
- Homocisteina
- Anti Microssomal
- Anti Tiroglobulina
- IGA - Imunoglobulina A
Pedi por minha conta
-Proteina S e C
Anti lupíco



sábado, 1 de agosto de 2009

Infertilidade x Imunidade



Infertilidade x Imunidade ??


Antes de tudo, precisamos esclarecer o que é e para
que serve nosso sistema imune. O sistema imune é o principal
mecanismo de defesa do nosso corpo contra agentes externos,
ou seja, que não fazem parte do organismo. Sendo assim,
existem células especializadas do sistema imune que
atacam agentes agressores, o que pode ocorrer tanto de forma
direta, ou pela produção de substâncias, como os anticorpos
e as citocinas, que são mediadores químicos fundamentais
na organização e no equilíbrio de todo o processo de
defesa.

Além de defender o corpo contra agentes externos infecciosos,
tais como vírus e bactérias, o sistema imune tem uma
importante função de vigilância em relação à presença
de células estranhas. Estas células “estranhas”, reconhecidas
como “não próprias” do nosso organismo podem ser tanto
células de órgãos transplantados (daí o risco de rejeição
e a necessidade de medicamentos imunossupressores em
pessoas que recebem algum tipo de transplante) como
células do nosso próprio corpo que sofrem modificações e podem
originar um câncer. É papel do sistema imune destruir
estas células logo no início e evitar que o câncer se
desenvolva. O processo costuma ser tão eficaz que nem
mesmo tomamos conhecimento de que isto acontece constantemente.
• O sistema imune e a gestação

Agora que entendemos as funções básicas do sistema imune,
precisamos parar um pouco para refletir sobre o que
acontece num momento muito especial da vida da mulher: a gestação.
Já sabemos que o sistema imune está sempre “de prontidão”
para atacar e destruir tudo o que não faz parte do nosso
organismo, ou seja, que tem características estranhas
a ele. Assim, é natural a pergunta: o que acontece quando
um novo ser, que tem metade de sua carga genética compatível
com o organismo do pai, começa a se desenvolver dentro
do útero materno? Por muito tempo, acreditou-se que o ambiente uterino
servia como uma barreira de proteção para que o sistema
imune não reconhecesse o feto como “estranho” e, assim,
não o destruísse. Hoje, já se sabe que não só este reconhecimento
ocorre como é necessário para um desenvolvimento saudável
da gestação.


ALOimunidade

Acredita-se que, para que uma gestação seja bem sucedida,
deve haver pouca compatibilidade genética entre a mãe
e o feto. Todos provavelmente já ouviram dizer que o
risco de malformações e de doenças genéticas é maior
quando existe parentesco entre o homem e a mulher. Isto
ocorre principalmente porque a consangüinidade aumenta
a chance de que um gene recessivo se expresse, caso
seja portado pelos dois membros do casal. Desta forma, a
diversidade
genética é o caminho encontrado pela natureza para que
a reprodução da espécie seja bem sucedida. Acredita-se
que o sistema imune materno possua mecanismos para reconhecimento
de um feto com carga genética diferente e, com isso,
consiga protegê-lo contra a destruição. Haveria, assim,
a produção dos chamados anticorpos bloqueadores que
protegeriam o embrião recém-implantado no útero. Este tipo de resposta
recebe o nome de aloimunidade. Quando não existe grande
variabilidade genética, por outro lado, entre o homem
e a mulher, mesmo que eles não sejam parentes, tais
anticorpos não são produzidos, deixando o embrião susceptível ao
ataque do sistema imune. Este seria o mecanismo para
evitar que fetos geneticamente semelhantes fossem gerados.
Entretanto, mesmo quando não existe parentesco entre
o casal, muitas vezes o sistema imune materno interpreta
o embrião como semelhante porque avalia apenas moléculas
(do sistema HLA) da membrana das células. Quando existe
um certo grau de semelhança entre o HLA materno e paterno,
tais anticorpos bloqueadores não serão produzidos. Isto
não significa que existe grande compatibilidade genética
entre o casal e que o risco de feto com malformação
é maior. Mas o embrião terá chances maiores de ser destruído
pelo sistema imune da mãe e o quadro clínico em tais
casos poderá ser o de abortamento de repetição. É para
tais casos que costumamos indicar um tratamento imunológico
baseado na utilização de vacinas produzidas com linfócitos
presentes no sangue do pai, que são injetados no organismo
da mãe com o intuito de estimular, por uma via diferente,
a produção de anticorpos contra o HLA paterno, que poderão,
assim, ter o efeito protetor numa gravidez subseqüente.
Esta é a teoria que justifica o tratamento de imunização
com linfócitos paternos (ILP) para casos de abortamentos
de repetição de causa aloimune.
A avaliação da presença de tais anticorpos é feita com
um exame denominado Cross-Match (realizado por Citometria
de Fluxo Quantitativa), que pesquisa a existência de
anticorpos contra linfócitos paternos no sangue da mãe.
Os resultados dos exames de Cross-Match são usados para
indicar o tratamento e para monitorizar a resposta materna
à aplicação das vacinas (ILP).

Produção de citocinas

Como já foi explicado, citocinas são mediadores químicos
produzidos por células e que são fundamentais para um
funcionamento adequado do sistema imune. Existem dezenas
de tipos de citocinas diferentes, sendo que cada uma
pode desempenhar diferentes funções. Acredita-se que
para que uma gravidez seja bem sucedida, a resposta
imune predominante deve ser a de produção das chamadas citocinas
Th2 (que levam a uma resposta imune principalmente humoral,
ou seja, baseada na produção de anticorpos). O prognóstico
da gestação pode não ser favorável se o tipo predominante
de resposta for a Th1, que estimula mais a ação direta
das células (resposta celular) em relação à resposta
Th2. Assim, casos de infertilidade podem se dever a
um desbalanço do equilíbrio Th1/Th2. Neste aspecto, acredita-se
que as vacinas com linfócitos paternos, além do mecanismo
de aloimunidade já explicado, também possam funcionar
através do direcionamento do sistema imune materno para
uma resposta predominantemente Th2. Tal efeito também
pode ser obtido pela administração de imunoglobulina
endovenosa.


AUTOimunidade

Embora o sistema imune de uma pessoa seja “adestrado”
a reconhecer substancias estranhas a ele (ditas “não-próprias”),
este mecanismo pode não ser perfeito. Algumas vezes,
componentes próprios do organismo podem ser reconhecidos,
levando à produção de auto-anticorpos. Estes auto-anticorpos
podem levar a quadros de inflamação e de aumento da
formação de coágulos no sangue, o que também pode levar a quadros
clínicos de abortamentos de repetição e, possivelmente,
de falhas da implantação do embrião (esterilidade sem
causa aparente e falhas repetidas em ciclos de fertilização
in vitro, por exemplo). É importante que fique claro
que o fato de conseguirmos detectar os chamados auto-anticorpos
em exames como dosagem de fator anti-núcleo (FAN) e
anticorpos anti-fosfolípides não significa que a mulher é portadora
de alguma doença auto-imune, como lupus e esclerodermia,
entre outras. Pode haver apenas um leve desequilíbrio
do sistema imune, cuja única manifestação clínica seja
a dificuldade para engravidar e/ou manter a gestação
até o final. Tais casos costumam responder bem ao tratamento
indicado.




• O fato anti-núcleo (FAN)

Os anticorpos anti-nucleares costumam indicar distúrbios
auto-imunes. A doença auto-imune que mais se associa
a sua presença é o lupus eritematoso sistêmico. A presença
de um FAN positivo, importante frisar este ponto, não
indica obrigatoriamente que a pessoa tem ou desenvolverá
o lupus. Pode indicar apenas alguma atividade auto-imune
que não causa nenhum problema fora do período gestacional,
mas que pode levar a fenômenos inflamatórios deletérios
em uma placenta em formação. A pesquisa de tais anticorpos,
portanto, se faz obrigatória em casos de infertilidade.
Quando presentes, a terapia com a utilização de medicações
com ação anti-inflamatória (corticoesteróides) costuma
dar bons resultados.


• Células NK

A sigla NK vem do inglês “natural killer”. As células
NK são células de defesa do sistema imune que tem a
função de reconhecer células estranhas ao organismo, células
infectadas por vírus ou com algum tipo de alteração
que possa levar ao surgimento de um câncer (participam ativamente
do mecanismo de vigilância imunológica). Atuam prontamente,
destruindo diretamente a células alterada pela injeção
de substâncias que levam à destruição de sua membrana.
Existe uma grande quantidade de células NK no endométrio
e um equilíbrio adequado de sua função é fundamental
no processo de aceitação ou não de um embrião. Vários
estudos já mostraram que quando a quantidade de células
NK ativadas é aumentada, aumenta o risco de que elas
venham a atacar o embrião, levando a quadros de abortamento.
Nestas situações, o tratamento imunológico baseia-se
na utilização de imunoglobulina endovenosa e tem o objetivo
de regular a ativação e o número de células NK, evitando
a destruição do embrião.
Estudos recentes mostraram que o próprio embrião, ainda,
participa do processo de regulação da atividade NK,
por meio da expressão, na membrana de suas células, de uma
molécula denominada HLA-G, que tem ação inativadora
sobre
as células NK.


• Anticorpos anti-tiróide

Os anticorpos anti-tiróide, até onde se sabe, não têm
uma participação direta na evolução da gravidez. Servem
apenas como marcadores de algum distúrbio imunológico,
já que fazem parte do grupo de auto-anticorpos. Alguns
estudos já mostraram pior prognóstico da gestação quando
eles estavam presentes, mas o mecanismo por trás desta
observação permanece desconhecido. A detecção de anticorpos
anti-tiróide, ainda, torna obrigatória a investigação
da função da glândula tiróide, já que se sabe que um
mau funcionamento da mesma afeta todo o metabolismo
corpóreo, que, quando alterado, pode ter repercussões indesejadas
sobre a gravidez.


• Anticorpos anti-fosfolípides

Fosfolípides são componentes normais das membranas de
nossas células. Existem vários tipos de fosfolípides:
cardiolipina, fosfatidil-serina, fosfatidil-inositol,
ácido fosfatídico, fosfatidil-etanolamina, etc. Anticorpos
anti-fosfolípides, assim, fazem parte do grupo de auto-anticorpos.
Quando presentes em títulos altos, podem levar a lesões
do endotélio, que é o tecido epitelial de revestimento
dos vasos sanguineos, e, como conseqüência, levar a
formação de coágulos dentro dos mesmos (recebendo o nome de trombos).
É fácil entender que a presença de micro-trombos em
uma placenta em formação é altamente prejudicial, levando
a áreas de infartos e impedindo as trocas materno-fetais,
resultando freqüentemente em abortamento. Alguns tipos
de anticorpos anti-fosfolípides, como o anti-fosfatidil-serina,
podem levar ainda ao ataque direto do tecido embrionário
no início da gestação, também resultando em perda da
gravidez. Para tais casos, o tratamento adequado com
medicações anti-coagulantes, como a heparina de baixo
peso molecular, costuma ter ótimos resultados em termo
de sucesso da gravidez.


Trombofilias hereditárias

Algumas mutações genéticas podem levar a alterações
de componentes do sistema de coagulação que resultam em
maior chance de coagulação do sangue no interior dos
vasos sanguíneos: são as trombofilias hereditárias,
que devem ser pesquisadas em casos de abortamentos de repetição.
Como exemplos deste tipo de situação, temos as mutações
do gene da protrombina, do fator V de Leiden, de gene
da metileno-tetrahidrofolato redutase, etc. O tratamento
também é baseado na utilização de drogas anti-coagulantes.


Como podemos perceber, existem vários distúrbios imunológicos
que podem prejudicar o desenvolvimento adequado de uma
gestação. Sabemos hoje que muitos casos de infertilidade
anteriormente classificados como esterilidade (ou infertilidade)
sem causa aparente (ESCA) se devem, na verdade, a distúrbios
imunológicos para os quais existe tratamento. Não se
admite mais, atualmente, que seja dado um diagnóstico
de ESCA sem que seja realizada uma avaliação imunológica
detalhada. Distúrbios imunológicos podem responder não
apenas por quadros de abortamentos de repetição, mas
também de falhas repetidas de implantação dos embriões.
Ou seja, mulheres que nunca engravidaram também são
candidatas à investigação imunológica.

Dr. Ricardo de Oliveira









Exames recomendados para investigação imunológica
Para o casal:

1. Prova cruzada (crossmatch)

Para a paciente:

2. Cariótipo de sangue periférico com bandas.
3. Dosagem das células NK (CD –3,+16,+56)
4. Pesquisa de Anticorpos anticardiolipina
5. Pesquisa do fator anticoagulante lúpico
6. Fator antinúcleo
7. Anti-peroxidase tireoideana
8. Anti tireoglobulina
9. Pesquisa de Mycoplasma no colo uterino
10. Pesquisa de Streptococus Beta hemolítico no colo uterino e na secreção vaginal
11. Pesquisa de Chlamydia no colo uterino
12. Sorologia para HIV I e II
13. Sorologia para HTVL I e II
14. Pesquisa de HbsAg
15. Anti HCV
16. VDRL
17. Sorologia para toxoplasmose
18. Sorologia para Citomegalovírus
19. Prolactina sérica
20. Glicemia de jejum e pós-prandial
21. TSH
22. T4-livre
23. Tipagem sanguínea: ABO e Rh
24. Teste de Coombs indireto
25. Pesquisa da mutação do gene do fator V de Leiden
26. Pesquisa da mutação G20210A do gene da protrombina
27. Pesquisa da mutação C677T do gene da metileno tetrahidrofolato redutase
28. Dosagem de proteína C e S
29. Dosagem de Antitrombina III.

Para o companheiro:

1. Sorologia para HIV I e II
2. Sorologia para HTVL I e II
3. Sorologia para Chagas
4. Solorogia para Lues
5. Pesquisa para Hbs-Ag
6. Anti-HCV
7. Tipagem sanguínea: ABO e Rh
8. Cariótipo de sangue periférico com bandas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mais um negativo


Venho aki postar, mais uma tentativa negativa... mais uma pra minha triste coleção...Desta vez vamos partir para as investigações imunológicas, ñ tem jeito!!! é mto castigo... Pq? ou Para q? td isso meu Deus. Sem palavras... só dor e lágrimas.

Mesmo assim ñ vou desistir... nuncaaaaaaaa





sexta-feira, 17 de julho de 2009

Físiologia da Gravidez


Fisiologia da Gravidez


1. INTRODUÇÃO

A fecundação do óvulo ocorre geralmente, na primeira porção da trompa de Falópio. Um único espermatozóide atravessa sua membrana carregando consigo 23 cromossomos não pareados. Imediatamente, esses cromossomos isolados comb
inam-se com os outros 23 cromossomos , também não pareados que existem nesse óvulo, passando a formar um complemento normal de 46 cromossomos , dispostos em 23 pares . Isso dá início ao processo de multiplicação celular, cujo resultado final é o desenvolvimento de uma criança.
Durante as primeiras semanas após a implantação do ovo, sua nutrição vai depender da digestão trofoblástica e da fagocitose do endométrio. Contudo em torno da 12ª semana de gravidez, a placenta já se desenvolveu o suficiente para que possa, daí por diante suprir todos os nutrientes que forem necessários. A placenta é formada por um componente materno que é formado por grandes e múltiplas camadas chamadas de seios placentários por onde flui continuamente o sangue materno, e por um componente fetal que é representado , principalmente por uma grande massa de vilosidades placentárias que proeminam para o interior dos seios placentários e por cujo interior circula o sangue fetal. Os nutrientes difundem desde o sangue materno através da membrana da vilosidade placentária para o sangue fetal, passando por um meio da
veia umbilical para o feto. Por sua vez ,os excretas fetais como o gás carbônico, a uréia e outras substâncias ,difundem do sangue fetal para o sangue materno e são eliminados para o exterior pelas funções excretoras da mãe.
A placenta secreta quantidades extremamente elevadas de estrogênio e de progesterona , cerca de 30 vezes mais estrogênio do que é secretado pelo corpo lúteo e cerca de 10 vezes mais progesterona . Esses hormônios são muito importantes na promoção do desenvolvimento fetal. Durante as primeiras semanas de gravidez , um outro hormônio também secretado pela placenta ,a gonadotropina coriônica ,estimula o corpo lúteo, fazendo com que continue a secretar estrogênio e progesterona durante a primeira parte da gravidez .Esses hormônios do corpo lúteo são essenciais para a continuação da gravidez ,durante as primeiras 8 a
12 semanas, mas, após esse período a placenta secreta quantidades suficientes de estrogênio e progesterona para assegurar a manutenção da gravidez.
Ao término de aproximadamente nove meses de crescimento e de desenvolvimento, uma criança completamente formada é expulsa do útero pelo processo da parturição .Embora a causa precisa da parturição não seja conhecida, parece resultar, fora de qualquer dúvida, de fatores tais como (1) estimulação mecânica do útero pelo feto em crescimento e (2) alterações na intensidade de secreção dos hormônios placentários, em especial
,do estrogênio e da progesterona.


2.HORMÔNIOS DA GRAVIDEZ

Os hormônios desempenham um papel muito importante na gravidez .A maior parte desses hormônios é secretada pela própria placenta . Dois desses hormônios são o estrogênio e a progesterona ,os dois hormônios sexuais femininos que são secretados pelos ovários durante o ciclo menstrual feminino normal. Entretanto dois outros hormônios também importantes e, até mesmo necessários para a gravidez são a gonadotropina coriônica e a somatomamotropina coriônica humana. Esses hormônios atuam tanto sobre a mãe quanto sobre o
feto. Na mãe ajuda a controlar as alterações do útero e das mamas que são necessárias para assegurar a vida fetal até seu desenvolvimento e de promover a produção de leite. Também ajudam a regular o desenvolvimento do próprio feto, especialmente de seus órgãos sexuais.


3.SECREÇÃO DE ESTROGÊNIO E PROGESTERONA DURANTE A GRAVIDEZ

As quantidades de estrogênio e progesterona secretadas pelo corpo lúteo aumentado , são , em si mesmas, pequenas , quando comparadas às quantidades desses dois hormônios que serão secretadas pela própria placenta. A secreção placentária desses dois hormônios começa dentro de poucas semanas após o início da gravidez e aum
enta , de forma especialmente rápida, após a décima sexta semana de gravidez , atingindo o seu máximo pouco antes do nascimento do feto. A secreção de estrogênio aumenta cerca de 30 vezes , e a de progesterona cerca de 10 vezes, em relação às quantidades secretadas durante o ciclo menstrual normal.
Funções do estrogênio durante a gravidez: Na mãe
provoca rápida proliferação da musculatura uterina, aumento muito acentuado do crescimento do sistema vascular para o útero, dilatação dos órgãos sexuais externos e do orifício vaginal, o que provê uma via adequadamente maior para a passagem do feto, e provavelmente também certo grau de relaxamento dos ligamentos pélvicos que permitem a dilatação do canal pélvico com passagem do feto.
Além desses efeitos sobre os órgãos reprodutivos , o estrogênio também promove o crescimento rápido das mamas. Em especial os ductos ficam muito aumentados e as células glandulares aumentam de número. Finalmente o estrogênio promove a deposição , nas mamas de quantidade adicional de gordura, em torno de meio quilo.


4.FUNÇÕES DA PROGESTERONA DURANTE A GRAVIDEZ

A primeira função da progesterona durante a gravidez é a de tornar disponíveis para o uso fetal as quantidades adicionais de nutrientes que ficam a
rmazenadas no endométrio .Isso é realizado para fazer com que essas células do endométrio armazenem glicogênio , gorduras e aminoácidos. Além disso, a progesterona exerce potente efeito inibidor sobre a musculatura uterina, fazendo com que permaneça relaxada durante toda a gravidez.
A progesterona complementa os efeitos do estrogênio sobre as mamas. Faz com que os elementos glandulares fiquem ainda maiores e formem um epitélio secretor, e promove a deposição de nutrientes nas células glandulares , de modo que , quando a produção de leite for necessária , todos os elementos que devem participar dessa produção estejam disponíveis.


5.SECREÇÃO E FUNÇÃO DA GONADOTROPINA CORIÔNICA DURANTE A GRAVIDEZ

Se o corpo lúteo degenera ou é removido do ovário durante os 2 ou 3 primeiros meses de gravidez, a perda de estrogênio e progesterona que são secretados por este corpo lúteo faz com que o feto pare de se desenvolver e seja eliminado dentro de poucos dias. Por esta razão é necessário que o corpo lúteo permaneça ativo , pelo menos , durante o primeiro terço da gravidez. Além desse período , a remoção do corpo lúteo geralmente não mais afeta o curso da gravidez, devido a que, a esse tempo a placenta já está secretando tanto estrogênio e tanta progesterona quanto estaria o corpo lúteo.
A gonadotrofina coriônica começa a ser formada a partir do dia em que os trofoblastos implantam no endométrio uterino. Sua concentração é má
xima aproximadamente durante a oitava semana de gravidez. Dessa forma sua concentração é mais elevada exatamente no período em que é essencial impedir a involução do corpo lúteo. Nas partes média e tardia da gravidez, a secreção da gonadotropina coriônica cai até valores muito menores. A essa época da gravidez , sua única função conhecida e a de estimular a secreção de testosterona pelo testículo fetal e tem papel muito importante no desenvolvimento do feto masculino.


6.SECREÇÃO E FUNÇÕES DA SOMATOMAMOTROPINA CORIÔNICA HUMANA

Recentemente foi descoberto um hormônio a que foi dado o nome de somatomamotropina coriônica humana . É uma proteína pequena que começa a ser secretada a partira da quinta semana da gravidez, aumentando progressivamente durante todo o resto da gravidez.
Estudos experimentais com a somatomamotropina coriônica têm mostrado que, quando administrada em grandes quantidades, pode promover o desenvolvimento das mamas, razão usada para justificar o seu primeiro nome - lactogênio pla
centário. Entretanto no ser humano acredita-se que essa função seja extremamente fraca, o que explica a mudança de seu nome.
Um segundo efeito desse hormônio é o de promover o crescimento do feto, semelhante ao efeito do hormônio do crescimento, produzido pela hipófise anterior. Contudo esse efeito também é fraco
Finalmente os estudos mais recentes têm indicado que esse hormônio tenha suas mais importantes ações sobre o metabolismo da glicose e das gorduras da mãe , ao invés de sobre o feto. Esse hormônio diminui a utilização de glicose pela mãe, e, portanto, a torna mais disponível, e em maior quantidade, pelo feto. Ao mesmo tempo promove uma mobilização aumentada de ácidos graxos dos tecidos adiposos da mãe, de modo que possa usar essa gordura para sua própria energia, em lugar da glicose. Visto que a glicose
é o principal substrato usado pelo feto para energia , a importância desses efeitos hormonais é óbvia.
Dessa forma , parece ,atualmente que a somatomamotropina coriônica humana é de fundamental importância para assegurar uma nutrição adequada para o feto.


Feliz Aniversário, meu amor



Hoje é aniversário do meu amor e venho aki, fazer uma homenagem pra ele.... uma pessoa muito especial na minha vida, meu maridão, amigo, companheiro, irmão, pai e td mais...
Queria agradecer primeiro a Deus por ter colocado ele no meu caminho e tbém a ele por todo amor, for
ça e dedicação... tem sido uma pessoa essencial na minha vida. TE AMO

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fériasssssss



Graças a Deus minhas férias chegarammmmmm...rsrsrs
Seram 32 dias de descanso, só volto dia 3 de Agosto e se Deus quizer mais feliz que nunca..
Gente eu tava precisando descansar.... apesar que daqui a uns 15 dias já estarei com saudades dos meus pimpolhos, mas enqto isso o que quero curtir mais, é acordar a hora que me de vontade... (gente acordo 5hs todo dia, ninguém merece), ficar deitada sempre mais um pouquinhooo... oh deliciaaaa, e pra ajudar já no primeiro dia aqui em Sampa choveu o dia inteiro, resultado pijama dia todo QUE DELICIA.
bjim




quinta-feira, 4 de junho de 2009

Rotina Diária do ciclo de tratamento





O ciclo de fertilização in vitro e transferência de embriões começa, na verdade, no mês anterior ao tratamento. Geralmente, durante este mês a paciente é orientada para fazer uso de um anticoncepcional oral/vaginal. Você e seu parceiro também são usualmente medicados com um antibiótico. Pacientes submetidas ao protocolo longo de inibição, iniciam o uso do agonista do GnRH a partir do último dia de uso do anticoncepcional oral e normalmente ficam menstruadas em cerca de 5 a 7 dias. Pacientes submetidas ao protocolo curto de inibição acabam a cartela de anticoncepcional oral ou retiram o anel anticoncepcional vaginal e menstruam dentro de 3 a 5 dias.
Caso você NÃO FIQUE MENSTRUADA, entre em contato com o Centro Especializado em Reprodução Humana, pois serão necessários exames de sangue para dosagens hormonais. Caso tenha ficado menstruada, siga o cronograma descrito abaixo:

DIA 1
EVENTO: Início da menstruação
ORIENTAÇÃO: Comunicar o início do ciclo de FIVETE ao CEERH e agendar o exame de ultra-sonografia pélvica transvaginal de controle, realizado até o terceiro dia do ciclo (contado a partir do primeiro dia da menstruação).

DIA 3
EVENTO: Ultra-sonografia basal
ORIENTAÇÃO: Realizar a ultra-sonografia pélvica transvaginal de controle. Neste dia você receberá as orientações sobre a medicação que utilizará na estimulação a ovulação e, caso esteja fazendo uso do agonista do GnRH, a nova dose que será utilizada a partir deste dia. Neste dia é realizado um exame de sangue para avaliação hormonal.

Após a realização do exame de ultra-sonografia pélvica transvaginal de controle, a paciente iniciará a Fase de Estimulação. Nesta fase, são dadas instruções sobre a dosagem e forma de administração dos medicamentos que estimulam a ovulação (o protocolo de estimulação da ovulação é baseado em sua idade, história e antecedentes clínicos e nos resultados dos exames de investigação da infertilidade). O dia no qual a paciente começa a usar este(s) medicamento(s) é denominado DIA 3.

DIA 7 ou 8
EVENTO: Controle da ovulação
ORIENTAÇÃO: Realizar ultra-sonografia pélvica transvaginal para avaliar a resposta ovariana à medicação. Neste exame, o número de folículos presente em cada ovário será determinado.

DIA 9 ou 10
EVENTO: Controle da ovulação
ORIENTAÇÃO: Realizar ultra-sonografia pélvica transvaginal para avaliar o crescimento dos folículos. Caso os folículos já tenham atingido um diâmetro médio de cerca de 14-15 mm, você será orientada a iniciar o uso do antagonista do GnRH à noite. Neste dia também é realizado novo exame de sangue para avaliação hormonal.

DIA 10 ou 11
EVENTO: Desencadeamento da ovulação
ORIENTAÇÃO: Realizar ultra-sonografia pélvica transvaginal para avaliar se os folículos dominantes já atingiram um diâmetro médio que varia de 17 a 20 mm. Você será orientada a fazer uso do hCG em um horário pré-determinado rígido (não pode haver falha neste momento) que varia entre 20:00h e 23:00h, de acordo com o horário programado para a aspiração folicular. Caso esteja fazendo uso do agonista do GnRH (protocolo longo), este é o último dia de uso da medicação. Neste dia é realizado um novo exame de sangue para avaliação hormonal.

A duração da fase de estimulação ovariana é variável de acordo com a paciente. Pode, inclusive, ser diferente em uma mesma paciente que repete o ciclo de tratamento.
Lembrem-se de manter abstinência sexual a partir do dia 10 ou 11, ou seja, um dia antes do desencadeamento da ovulação com o hCG. Contudo, o casal não deve permanecer em abstinência por um período superior a CINCO dias, pois isto pode prejudicar a qualidade dos espermatozóides.

DIA 12 ou 13
EVENTO: Véspera da aspiração folicular
ORIENTAÇÃO: Neste dia você não deve usar medicamento injetável. A partir das 22:00h deste dia, deverá permanecer em jejum total (água inclusive), que se prolonga até o momento da aspiração folicular.

DIA 14
EVENTO: Aspiração folicular
ORIENTAÇÃO: O dia da aspiração folicular é denominado DIA 14, independente do dia do ciclo no qual você se encontra. O ideal é chegar ao CEERH cerca de 30 minutos antes do horário programado para a aspiração. A sedação e analgesia são realizadas pelo médico anestesista que acompanhará você durante todo o processo. A aspiração folicular leva entre 05 e 15 minutos e, uma hora após o procedimento, você estará liberada para voltar para casa. Após a aspiração, identificação e classificação dos óvulos, seu companheiro será orientado a realizar a coleta seminal ou, nos casos nos quais é necessária a recuperação cirúrgica dos espermatozóides, o procedimento é realizado a seguir pelo andrologista da equipe do CEERH. À noite, neste mesmo dia, você deverá iniciar o uso de novos medicamentos previamente determinados. Você voltará ao CEERH apenas no dia da transferência dos embriões.

DIA 15
EVENTO: Checagem da fertilização
ORIENTAÇÃO: Na manhã seguinte à aspiração folicular, um profissional de nossa equipe da Divisão de Medicina Reprodutiva entrará em contato com você para informar o resultado da fertilização. Sabemos que o grau de ansiedade dos casais é muito grande e não mediremos esforços para comunicar o resultado o mais cedo possível. Além do resultado da fertilização, você será informada sobre a data e o horário da transferência dos embriões que será realizada nos dias 17 (72 horas após a fertilização) ou 19 (120 horas após a fertilização).

A determinação do dia da transferência dos embriões é feita pela equipe de embriologistas do CEERH, de acordo com a evolução do desenvolvimento e qualidade dos embriões. Nos casos nos quais a biópsia embrionária é realizada para o diagnóstico genético, a transferência de embriões ocorre sempre 120 horas após a fertilização.

DIA 16 ou 17
EVENTO: Transferência de embriões
ORIENTAÇÃO: Neste dia você não precisa estar em jejum e deverá vir ao CEERH (acompanhada ou não do seu parceiro – a presença dele é facultativa) com a bexiga parcialmente repleta (esvaziar a bexiga antes de sair de casa e tomar de 2 a 3 copos de água) pois a transferência dos embriões é realizada sob visão ultra-sonográfica direta. O procedimento é indolor e não há necessidade de anestesia. Após a transferência, você deverá permanecer em repouso no CEERH por uma hora. Ao retornar para casa, continue em repouso.

No dia da transferência dos embriões venha acompanhada ou combine com alguém para vir buscá-la. Neste dia você deve permanecer em repouso e, portanto, não pode dirigir.

DIA 18 a 20
EVENTO: Pós-transferência
ORIENTAÇÃO: No dia seguinte à transferência de embriões você deverá continuar em repouso: saia da cama apenas para ir ao banheiro e fazer as refeições.

DIA 19 a 28
EVENTO: Fase lútea
ORIENTAÇÃO: Durante este período você poderá exercer suas atividades normais (trabalho, lazer, etc.) sem, contudo, realizar esforços físicos ou manter atividade sexual. Neste período, você estará fazendo uso diário dos medicamentos prescritos a partir do dia da aspiração folicular.

Não se esqueça que você deverá utilizar os medicamentos da fase lútea diariamente por um período de cerca de 15 dias, até a realização do teste de gravidez. Caso você tenha engravidado, você deverá continuar com estes medicamentos, seguindo as orientações médicas. Nunca suspenda o uso da medicação sem saber o resultado do teste de gravidez.

DIA 29
EVENTO: Teste de gravidez
ORIENTAÇÃO: Realizar os exames de sangue teste de gravidez (beta-hCG sérico quantitativo) e dosagens hormonais de estradiol e progesterona (monitorização da suplementação hormonal da fase lútea). Neste dia, você fará uso da medicação da fase lútea normalmente.

Procure ir ao laboratório para a coleta do sangue até às 07:30h, pois de acordo com a rotina destes laboratórios, o resultado do exame geralmente é fornecido até o final da tarde deste dia. Não se esqueça de ligar para o CEERH fornecendo o nome do laboratório e o protocolo (com login e senha) do seu exame para que possamos obter o resultado via internet (ou telefone). Procure manter-se ocupada durante o dia para diminuir o grau de ansiedade durante a espera. Assim que obtermos o resultado, entraremos em contato com você. Neste dia, o ideal é um resultado de beta-hCG sérico quantitativo positivo. Se o resultado for duvidoso ou negativo, a possibilidade de gravidez não está completamente afastada, mas é bastante reduzida.

DIA 45
EVENTO: Ultra-sonografia transvaginal obstétrica
ORIENTAÇÃO: Cerca de 15 dias após o resultado positivo do teste de gravidez, você deverá realizar o primeiro exame de ultra-som para a identificação do número de sacos gestacionais, bem como a sua localização, confirmando a normalidade da gestação. Neste dia, às vezes, já é possível identificar o feto e seu coração com batimentos presentes.